Bancos melhoram recomendação para o País

A melhora na recomendação para os títulos da dívida externa brasileira feita por dois grandes bancos internacionais ajudou a diminuir um pouco a apatia do mercado financeiro ontem. O Morgan Stanley elevou de ''neutra'' para ''acima da média'' a recomendação dos papéis brasileiros a seus clientes. O Citigroup mudou de ''abaixo da média'' para ''neutra'' a indicação para os títulos do País.

No mercado internacional, os principais títulos da dívida do país subiram: o Global 40 registrou alta de 0,47%, e os C-Bonds tiveram ganho de 0,32%. O risco-país registrou baixa de 1,69%, para os 525 pontos.

As instituições financeiras citaram a melhora da economia brasileira e o menor risco de uma fuga de capitais devido ao processo de alta dos juros norte-americanos para alterar as recomendações.




Dólar cai, Bovespa sobe

O dólar encerrou o dia com pequena baixa de 0,03%, a R$ 2,955. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o pregão com ligeira alta de 0,07%. O tímido avanço foi pouco para melhorar o resultado da Bolsa na semana. O Ibovespa - principal índice do mercado - acumulou perdas de 2,58% na semana.

Das 54 ações que formam o índice, 38 encerraram o período com baixa. Quem mais caiu na semana foi a ação PN da Telesp Celular Participações, que recuou 9,13%. O papel que mais subiu na semana foi o PNA da Braskem (11,24%).

O cenário mais tranquilo ajudou o Bradesco a concluir uma captação externa de US$ 100 milhões. A oferta inicial era de apenas de US$ 50 milhões. O banco Votorantim também fechou uma operação de captação no exterior. A perspectiva dos analistas é a de que outras empresas e bancos captem recursos no exterior nas próximas semanas.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (Bm&F), as projeções dos juros voltaram a subir, ainda se ajustando ao teor mais conservador da ata da reunião do Copom, que deu mais sinais de que há possibilidade de uma elevação dos juros da economia. A taxa do contrato DI mais negociado, o de janeiro, subiu de 16,58% para 16,72% anuais. O contrato com resgate em julho fechou a 17,89%, contra 17,64% ao ano do dia anterior.





Wall Street mantém alta

A revisão do PIB dos EUA e a relativa estabilidade dos preços do petróleo favoreceram os índices das Bolsas americanas ontem, em dia de baixo volume de negócios. Na Bolsa de Valores de Nova York, o índice Dow Jones encerrou o dia com valorização de 0,21%, aos 10.193 pontos, enquanto o índice S&P 500 subiu 0,24%, para fechar aos 1.107 pontos. A Bolsa eletrônica Nasdaq, que reúne as principais empresas de tecnologia, teve alta de 0,49% e fechou o aos 1.861 pontos.

Os preços do petróleo fecharam em ligeira alta, mas continuam no patamar dos US$ 43. O barril do petróleo cru para entrega em outubro subiu 0,18% e fechou cotado a US$ 43,18, após recuar até o patamar de US$ 42,75. Apesar do cenário mais estável, os investidores ainda estão atentos aos conflitos no Iraque. (Agência Folha)

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