MERCADO FINANCEIRO
Bovespa cai mais de 1% e embolsa lucros
Depois de cinco pregões seguidos de alta, ontem os investidores decidiram colocar parte do lucro acumulado no bolso e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em baixa superior a 1%. O Ibovespa encerrou em queda de 1,48 por cento, a 22.852 pontos, após somar alta de 8,38 por cento na semana anterior. O volume financeiro ficou em 1,055 bilhão de reais. A queda, entretanto, não chega a preocupar analistas, que mantém a aposta de alta para a bolsa, com nível superior a 23.000 pontos.
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones encerrou em leve baixa de 0,37% depois de operar estável na maior parte do dia, a 10.073 pontos. ''Subiu bem e hoje está dando uma pequena realizada. (A queda) podia até ter sido maior, mas não foi. A queda de risco Brasil abre uma perspectiva interessante de aplicação nos bônus em função de menor risco'', afirmou o diretor da corretora Bonus-Banval Celso Senise.
Risco e ações
O risco-país estava em 522 pontos no final da tarde de ontem, menor nível desde fevereiro. Esse patamar está até gerando especulações de que a República volte a captar recursos no exterior. ''Aqui (o desempenho da bolsa) depende da continuidade dessa fase de crescimento e de o petróleo não dar nenhum susto. Pode ser que a realização continue um pouquinho mais, mas a tendência é de alta'', complementou Senise.
Entre as maiores quedas do Ibovespa ficaram as ações preferenciais da Companhia Vale do Rio Doce, que cederam 3,57%, a R$ 46,67 a unidade, depois que declarações do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa, reacenderam temores de que a empresa compre a mineradora canadense Noranda. As ações preferenciais da Telemar, as mais líquidas do pregão, caíram 0,72%, para R$ 40,20 o lote de mil. Na contramão do mercado, as ações ordinárias da Embratel subiram 1,37%, para R$ 14,76 o lote de mil, depois do anúncio de que a Telmex oferecerá R$ 15,11, corrigido pela TR mais juros de 6% ao ano, pelas ações que comprará dos acionistas minoritários.
Dólar praticamente estável
Em um dia de poucos negócios no mercado de câmbio, o recuo do petróleo no mercado internacional e a queda do risco-país levaram o dólar a encerrar em queda pelo segundo dia consecutivo ontem. A moeda americana encerrou os negócios cotada a R$ 2,964, em leve baixa de 0,06%. Ontem, o petróleo recuou com a retomada dos níveis normais de exportação no Iraque e com a confirmação da vitória do presidente venezuelano, Hugo Chávez, no referendo do dia 15. O barril do petróleo para outubro fechou em baixa de 1,43%, a US$ 46,05.
A balança comercial voltou a trazer otimismo para os investidores no mercado de câmbio. O superávit da semana anterior foi de US$ 742 milhões. No ano, o resultado positivo chega a US$ 20,990 bilhões neste ano. O fluxo positivo de dólares para o Brasil por meio do comércio exterior gera maior tranquilidade no mercado sobre a capacidade de o país honrar suas dívidas em moeda estrangeira. (Das agências)





