MERCADO FINANCEIRO
Bovespa fecha semana com alta de 8,4%
A manutenção da taxa básica de juros em 16% ao ano não afetou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que acumulou expressiva alta de 8,38% na semana. O dólar caiu 1,82% no período e encerrou a sexta-feira a R$ 2,966, menor valor desde 5 de maio.
Apesar de o preço do petróleo continuar preocupando, o mercado doméstico teve desempenho bastante positivo nos últimos dias. A Bovespa alcançou ontem os 23.195 pontos, maior marca desde o dia 11 de fevereiro. Um pouco mais próxima de seu pico em 2004 (24.349 pontos), a Bolsa paulista passou a acumular valorização de 4,31% neste ano e de 3,84% neste mês.
Risco em baixa
O recente fechamento de novas captações de recursos no exterior tem ajudado a manter o dólar abaixo dos R$ 3,00. Operadores afirmam que houve investidores vendendo dólares para comprar títulos da dívida brasileira. O Global 40 -beneficiado pelo elevação de recomendação para títulos brasileiros feita pelo banco CSFB - subiu 1,2% ontem. Os C-Bonds fecharam com alta de 0,64%. O risco-país caiu 4,01%, para 527 pontos - o menor nível desde o início de março.
A manutenção da taxação dos servidores inativos, que passou em votação no Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou o bom humor do mercado. As projeções dos juros futuros perderam força nos últimos pregões. No contrato DI mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), com prazo em janeiro, a taxa caiu de 16,70% na sexta-feira, 13, para 16,43% no pregão de ontem.
Petrobras em alta
As ações da Petrobras tiveram alta e volumes fortes ontem na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Movidas pela expectativa de reajuste nos preços dos derivados no Brasil, as ações ficaram entre os principais ganhos do Ibovespa. A Petrobras PN (preferencial) subiu 3,23%, para R$ 84,65, no maior volume do dia, de R$ 150,002 milhões. Petrobras ON (ordinária) teve alta de 3,20%, para R$ 93,60, com giro de R$ 37,479 milhões, o oitavo principal.
Para a analista Márcia Paes de Barros Mello, da Lopes Filho e Associados, Consultoria de Investimentos, a resistência da estatal em repassar para seus preços a alta do barril está afetando as ações da companhia. ''O valor pago pelas ações hoje é irreal. A Petrobras vale muito mais'', analisou. O diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), Adriano Pires, estima que a cada dia sem repassar o reajuste a Petrobras deixa de ganhar US$ 23 milhões.
A ação preferencial da Telemar, a segunda mais negociada no dia, teve valorização de 1,73%. No topo das valorizações da semana ficaram as ações preferencias da Net (16,66%), seguidas pelo papel PNA da Braskem (16,38%). (Das agências)





