MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha com menor cotação em quase 1 mês
A queda nos preços do petróleo no mercado internacional após a vitória do presidente Hugo Chávez no primeiro referendo revogatório da história da Venezuela trouxe tranquilidade ontem para o mercado de câmbio. Havia o temor de que, caso a oposição ganhasse, as exportações de petróleo fossem paralisadas. Em Nova York, o barril fechou cotado a US$ 46,05, em baixa de 1,13%. A moeda norte-americana encerrou os negócios a R$ 3,008, em baixa de 0,43%. Este é o menor patamar desde o dia 20 de julho. Analistas citaram o ingresso de recursos como um dos fatores que contribuíram para a terceira queda consecutiva do dólar.
Apesar do otimismo no mercado de câmbio, analistas ainda são reticentes quanto à perspectiva do dólar manter-se próxima dos R$ 3. Amanhã, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar o julgamento sobre a constitucionalidade da contribuição dos inativos. Quando o julgamento foi interrompido, o governo perdia por 2 votos a 1. Esta é a principal mudança aprovada pela reforma da Previdência em 2003. Os membros do tribunal, composto por 11 ministros, não têm uma posição uniforme a respeito da questão.
De olho no Supremo
As atenções do mercado devem se concentrar no resultado. Segundo Vogeler, caso a contribuição não seja aprovada, deverá haver um impacto no superávit fiscal. Em relatório, o Unibanco afirma que caso a medida seja considerada inconstitucional haverá uma piora da situação fiscal por queda da arrecadação e por aumento da dívida pública. O banco destaca que pode haver uma mudança na percepção de risco associada ao País já que nem mesmo uma emenda constitucional seria capaz de resolver parcialmente o problema da previdência pública no País. Ontem, no fim da tarde, o risco-país operava em baixa de 1,59%, aos 554 pontos.
Bolsa começa semana em alta
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechou com ganho de 1,69%, aos 21.763 pontos. O pregão girou R$ 1,525 bilhão, incluindo o exercício de opções (R$ 500,489 milhões, o menor valor desde maio). A alta das Bolsas dos EUA, animadas pela queda do petróleo, contribuiu para o desempenho positivo da Bovespa.
Em Wall Street, a semana começou com ganhos - após a decepção dos últimos dias com as previsões de lucros feitas pelo setor de tecnologia (principalmente Cisco e HP). Ontem, o índice Dow Jones subiu 1,31%, enquanto o principal indicador da Bolsa eletrônica Nasdaq avançou 1,46%.
Petrobras liderou giro
Na Bovespa, a ação preferencial da Petrobras liderou o giro da Bolsa, movimentando R$ 164 milhões (18,2% do total), e terminou com alta de 0,56%, cotada a R$ 79,95. A estatal anunciou, na sexta-feira à noite, uma queda de 17% no lucro o primeiro semestre (R$ 7,807 bilhões). Os investidores aguardam um possível reajuste dos combustíveis, o que deve, se confirmado, reduzir a defasagem dos preços em relação aos valores vigentes no mercado internacional.
Segunda mais negociada, a ação PN da Telemar subiu 1,76%, cotada a R$ 37,95.E a ação PNA da Vale do Rio Doce, terceira mais negociada, chegou a superar a cotação de R$ 140 pela primeira vez desde 8 de abril, mas fechou a R$ 139,87, uma alta de 2,46%.
(Agência Folha)





