MERCADO FINANCEIRO
SUBIU
Petróleo
DESCEU
Dólar
Bovespa
Dólar recua e se aproxima dos R$ 3
A queda na confiança do consumidor e a inflação sob controle nos EUA trouxeram novo fôlego ontem para o mercado de câmbio. Apesar do preço recorde do petróleo no mercado internacional, o dólar voltou a se aproximar dos R$ 3. A moeda norte-americana encerrou os negócios cotada a R$ 3,021, com queda de 0,46%. Ontem, as atenções dos principais mercados estiveram voltadas para o comportamento do preço do petróleo. O barril fechou cotado a US$ 46,58, após a explosão na refinaria da British Petroleum de Whiting, no Estado de Indiana. O incidente interrompeu parte das operações da refinaria, que é a terceira maior do país, com produção de 420 mil barris por dia.
Os novos dados de inflação e de confiança do consumidor norte-americano confirmaram as expectativas de um aumento gradual dos juros nos EUA. Desde que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano iniciou o ciclo de elevação da taxa em junho, analistas temem que os países emergentes sofram com a queda no fluxo de recursos.
Inflação e confiança
O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% em julho. Em junho, o indicador apurou queda de 0,3%. No comunicado da última reunião, o Fed voltou a enfatizar que diante do aumento da pressão inflacionária, não hesitaria em elevar os juros. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, subiu 0,1%, contra um aumento de 0,2% em junho.
A confiança do consumidor norte-americano caiu de 96,7 pontos em julho para 94 pontos na primeira prévia de agosto, de acordo com dados da Universidade de Michigan. Analistas previam uma leitura de 97,5 pontos. ''Como o mercado acha que não vai ter um aumento drástico dos juros, o fluxo de recursos continua abundante para os países emergentes'', disse Jorge Kattar, analista do banco Rabobank.
Segundo o analista, voltaram a circular ontem no mercado rumores quanto a um possível aumento da nota de crédito do país. O risco Brasil, indicador da confiança dos investidores estrangeiros na economia brasileira, recuou onteme para os menores níveis desde abril. No fim da tarde, o risco caía 3,62%, para 558 pontos.
Bovespa fecha em queda
O Ibovespa fechou em queda de 0,78%, aos 21.401 pontos, prejudicado pelo tombo da sua principal ação e pelo novo recorde histórico do petróleo. O giro somou R$ 1,047 bilhão, abaixo da média do ano (R$ 1,1 bilhão). Petrobras PN encerrou como a mais negociada (R$ 230,185 milhões ou 25% do total) e finalizou em queda de 0,85%, vendida a R$ 87,35. Ontem à noite, a estatal divulgou balanço do segundo trimestre. Embraer também anunciou resultado. A ação PN da fabricante de jato teve segunda maior alta do Ibovespa, valorizando 0,9% para R$ 21,30.
Influenciada pela queda das Bolsas americanas diante das previsões desanimadoras para vendas das empresas do setor de tecnologia nos EUA (Cisco e HP), o Ibovespa acumulou perdas de 1,1% na semana, de 4,1% no mês e de 3,7% no ano. Mas ontem, com estimativas otimistas sobre as vendas feitas pela fabricante de computadores Dell, houve uma trégua. O Dow Jones subiu 0,11%, e a Nasdaq ganhou 0,27%. (Agência Folha)





