Dólar cai após aumento esperado dos juros nos EUA

O aumento dos juros nos EUA em linha com as expectativas do mercado trouxe tranquilidade para o mercado de câmbio ontem. Desde a abertura dos negócios, analistas afirmavam que um aumento de 0,25 ponto percentual já estava embutido nos preços. A moeda norte-americana encerrou em baixa de 0,36%, a R$ 3,029. Na mínima do dia, a queda foi ainda mais acentuada e o dólar chegou a ser cotado a R$ 3,018. Ontem, a reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, e o novo recorde do preço do petróleo concentraram as atenções dos investidores.

Durante a manhã, a cotação do barril de petróleo em Nova York chegou a ultrapassar os US$ 45 após um alerta de tempestade no golfo do México e o fechamento de oleodutos no Iraque. No fechamento, o preço do produto mudou de direção e fechou em queda de 0,71%, a US$ 44,52, depois da notícia da retomada da produção pela estatal iraquiana SOC (South Oil Company).

Para o analista do banco Rabobank Jorge Kattar, a redução da queda do dólar na parte da tarde pode ser atribuída ao teor da nota divulgada pelo Fed. O banco central americano elevou a taxa de juros para 1,5% ao ano. Antes do resultado, uma parcela do mercado apostava em manutenção dos juros na reunião de setembro. Apesar de reconhecer o crescimento moderado da produção e a desaceleração no ritmo de melhoria no mercado de trabalho nos últimos meses, o comitê aposta em um crescimento mais forte nos próximos meses.




Risco para emergentes

Desde que o Fed iniciou o ciclo de aumento dos juros em junho, analistas temem que o fluxo de recursos para os países emergentes diminua. Com juros mais elevados, investidores prefeririam apostar nos títulos do Tesouro dos EUA, considerados isentos de risco. Apesar do avanço dos títulos do Tesouro dos EUA, o risco Brasil continuou em queda após a decisão. No fim da tarde, o risco-país recuava 1,86%, para 587 pontos. Os principais títulos da dívida, os C-Bonds, subiam 0,39%, para 95,125% do seu valor de face.




Bovespa fecha com alta

A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o pregão de ontem com valorização de 2,24%. Apenas uma das 54 ações que formam o Ibovespa - a principal referência da Bolsa paulista - fechou com queda. Foi a ação ON da Telemar, que recuou apenas 0,1%. Rumores de que o governo decidiu preparar um pacote de socorro financeiro para o setor aéreo fizeram com que a ação preferencial da Varig disparasse 13,6%.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, as taxas dos contratos mais longos subiram um pouco. No contrato DI (que segue as taxas interbancárias) com prazo em abril, o segundo mais negociado, a taxa foi de 17,35% para 17,43%. (Agência Folha)

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