MERCADO FINANCEIRO
Dólar volta a subir
O mercado de câmbio teve ontem um dia de baixo volume e pouca volatilidade à espera do resultado da reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. O novo recorde do petróleo no mercado internacional também contribuiu para aumentar a cautela entre os investidores. A moeda norte-americana encerrou os negócios cotada a R$ 3,04, com alta de 0,23%. A aposta de um novo aumento de 0,25 ponto percentual dos juros nos EUA é praticamente um consenso no mercado. Em junho, o banco central aumentou a taxa para 1,25% ao ano.
Na última sexta-feira, o dólar teve a maior queda em quase dois meses com o fraco desempenho do mercado de trabalho norte-americano. Analistas esperavam a criação de 230 mil novos empregos em julho. No mês, foram geradas apenas 32 mil novas vagas. ''Depois que saíram os dados fracos do mercado de trabalho, a hipótese de manutenção dos juros voltou a ser mencionada, mas enquanto não sair o resultado, o mercado deve ter baixo volume'', afirmou Jorge Kattar, analista do banco Rabobank.
Petróleo tem novo recorde
Depois de abrir em baixa com a redução nos temores sobre o futuro da petrolífera russa Yukos, os contratos de petróleo para setembro registraram um novo recorde. Em Nova York, o barril para setembro fechou a US$ 44,84, com alta de 2,02%. Na máxima do dia, o barril chegou a ser cotado a US$ 44,98.
O Iraque suspendeu a produção de petróleo após receber ameaças de uma milícia xiita que promete atacar as instalações da estatal Southern Oil Company, na cidade de Basra, no Iraque. O líder radical afirmou que quer ''combater a ocupação em Najaf até sua última gota de sangue''. Este é o quinto dia consecutivo de combates entre seus seguidores e as forças americanas.
Trégua com dias contados
Analistas destacam que a trégua no mercado de câmbio pode estar prestes a terminar. ''Tem vencimento de dívida cambial, votação dos inativos e dados de inflação da economia americana'', afirma Kattar. Nesta quinta-feira vence uma dívida cambial de US$ 1,529 bilhão. Na semana passada, o Banco Central renovou 18,4% desse total.
Ontem, o Credit Suisse First Boston (CSFB) recomendou aos seus clientes que reduzam as aplicações em títulos da dívida externa do Brasil, zerando a posição dos C-Bonds (principal papel do país) em sua carteira. Entre as justificativas, a instituição citou o escândalo envolvendo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
Bovespa fecha em queda
A Bovespa começou a segunda semana de agosto em baixa de quase 2%, prejudicada pela alta do preço do petróleo e pelo rebaixamento dos títulos da dívida externa do Brasil. O Ibovespa, índice das 54 ações mais negociadas, caiu 1,81%, marcando 21.260 pontos, menor patamar em um mês. Além dos fatores conjunturais externos, também puxou o recuo do Ibovespa o tombo da ação PN da Telemar, que encerrou na mínima do dia (R$ 37,15) em baixa de 3,50%. Na próxima segunda, vencem os contratos de opções do papel, o que já motiva ajustes nas carteiras dos investidores.
No mês, o Ibovespa já acumula desvalorização de 4,8%. No acumulado do ano, a queda está em 4,3%. Nos EUA, o Dow Jones, principal índice nova-iorquino, terminou o dia ontem praticamente estável (-0,01%), enquanto a Bolsa eletrônica Nasdaq caiu 0,13%. (Agência Folha)





