Após rolagem de dívida, dólar fecha estável

A renovação de 18,4% de uma dívida cambial que vence no próximo dia 12 trouxe tranquilidade para o mercado de câmbio ontem. O leilão reduziu a tensão com a alta do preço do petróleo na primeira parte dos negócios. A moeda americana encerrou praticamente estável, com leve alta de 0,06%, a R$ 3,055. Na máxima do dia, o dólar chegou a ser cotado a R$ 3,067. Ontem, o petróleo registrou o quarto recorde consecutivo e chegou a bater os US$ 44,34 em Nova York.

A declaração do presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Purnomo Yusgiantoro, de que o cartel tem capacidade para produzir entre 1 milhão e 1,5 milhão de barris a mais por dia acalmaram os investidores. Em Nova York, o barril fechou cotado a US$ 42,83, com queda de 2,9%.

Além da melhora no cenário externo na parte da tarde, a rolagem de US$ 280,8 milhões de uma dívida cambial de US$ 1,529 bilhão que vence no dia 12 diminuiu a pressão compradora no mercado de câmbio. A autoridade monetária havia ofertado US$ 350 milhões em títulos atrelados ao dólar. ''O BC está aumentando a oferta de ''hedge'' (proteção contra o sobe-e-desce do dólar) e garantindo que a moeda não suba ainda mais'', afirmou a diretora da AGK Corretora de Câmbio, Miriam Tavares.



Bovespa fecha em baixa e acumula perdas no ano

A Bovespa fechou em queda pelo segundo dia consecutivo e voltou a acumular perdas no ano, refletindo preocupações com a escalada do petróleo e com a pressão política sofrida pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, 58, envolvido em denúncia de sonegação fiscal. O Ibovespa, que reúne as 54 ações mais negociadas, encerrou em baixa de 0,87%, aos 22.177 pontos. O pregão movimentou R$ 1,326 bilhão, acima da média diária do ano (R$ 1,1 bilhão). No ano, o índice passou a acumular ligeira queda de 0,2%.

O mercado paulista acompanhou de perto os passos das Bolsas nos EUA, que fecharam sem tendência. O Dow Jones terminou praticamente estável (+0,06%), enquanto a Bolsa eletrônica Nasdaq caiu 0,23%.


Ações das elétricas caem com alerta de ministra

As ações das elétricas tiveram as maiores quedas. Ontem a ministra Dilma Rousseff (Minas e Energia) alertou para o risco de apagão por causa do atraso na concessão de licenças ambientais para projetos de novas usinas hidrelétricas. Eletrobrás PNB, o papel mais negociado do setor, caiu 2,78% e devolveu parte dos ganhos acumulados em julho, quando disparou 35,1%.

As vendas de ações por investidores interessados em realizar lucros (embolsar ganhos recentes acumulados) também atingiram o setor siderúrgico. Nas últimas semanas, as empresas de aço brilharam no pregão devido aos sinais de demanda mundial crescente, recuperação do consumo interno e bons lucros trimestrais. Ontem, a ação da CSN, a mais negociada do setor, caiu 0,43%, seguida por Usiminas (-3,29%), Acesita (-3,30%) e CST (-1,03%). A exceção foi a ação da Gerdau, que subiu 2,7%, segunda maior alta do dia. Ontem, o grupo siderúrgico divulgou um lucro recorde e ganhou uma melhor avaliação de alguns bancos. (Agência Folha)

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