Denúncias mudam humor dos investidores



Novas denúncias contra o presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, além de detalhes sobre o período em que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, retornou ao País e suas consequências fiscais mudaram o humor dos agentes no mercado de câmbio. Depois de operar em baixa durante a maior parte da sessão, com o bom desempenho dos indicadores locais e a desaceleração da economia norte-americana, o dólar fechou praticamente estável, em leve alta de 0,03%, a R$ 3,038.

Essa é a segunda sexta-feira seguida em que o movimento do mercado de câmbio é afetado por denúncias publicadas na revista ''IstoÉ''. Na semana passada, a revista informou que Meirelles não entregou a declaração do Imposto de Renda relativa ao ano de 2001, o que é permitido para não-residentes no Brasil. No ano seguinte, ele teria declarado à Justiça Eleitoral que estava residindo em Goiás, a fim de se candidatar a deputado federal nas eleições do ano seguinte.
O Banco Central divulgou nota no mesmo dia desmentindo a irregularidade fiscal do presidente da instituição.




Casseb é denunciado por irregularidades



O presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, é o novo alvo de denúncias sobre irregularidades em movimentações de conta corrente. Na semana passada, Casseb foi acusado de favorecer o PT com a compra de R$ 70 mil em ingressos pelo BB para um show em Brasília que servia para angariar fundos para a nova sede do partido. Além disso, ele foi monitorado pela Kroll, empresa contratada pela Brasil Telecom para investigar a Telecom Italia.
Casseb não teria declarado movimentações financeiras em uma conta em Nova York, segundo a revista. Esta é a mesma acusação que levou à demissão de Candiota. O presidente do BB declarou por meio de sua assessoria que todos os seus bens no Brasil e no exterior foram relacionados na declaração do Imposto de Renda.




Bovespa tem quarta alta seguida




A Bovespa subiu ontem pelo quarto dia consecutivo, no embalo das ações de energia, e fechou acumulando ganhos de 5,6% em julho. Foi o segundo mês de desempenho mensal positivo. O pregão movimentou R$ 1,011 bilhão, próximo da média diária do ano (R$ 1,1 bilhão). Na semana, o Ibovespa avançou 3,4%. No ranking de investimentos, a Bolsa de Valores de São Paulo acumulou valorização de 5,62% em julho e liderou, pelo segundo mês seguido, a corrida das aplicações mais rentáveis. O investimento na Bolsa foi também o único a ganhar da inflação de 1,31% em julho medida pelo IGP-M. A valorização no mês anulou ainda o resultado negativo no ano e agora a Bolsa acumula modesto rendimento de 0,45% em 2004. O segundo lugar no ranking foi ocupado pelas aplicações de renda fixa, remuneradas por taxas de juro. O ouro ficou na penúltima posição, com perda de 1,30%, e o dólar na última, com baixa de 1,59%. (Agência Folha)

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