MERCADO FINANCEIRO
Dólar atinge menor nível desde maio
O acúmulo de notícias positivas sobre a economia brasileira levou o dólar para o menor nível desde o dia 6 de maio. Aumento da produção industrial, recuperação do mercado de trabalho e reação do comércio varejista foram apenas alguns dos fatores que trouxeram o otimismo de volta ao mercado de câmbio.
A moeda americana fechou ontem em baixa de 0,49%, a R$ 3,002. Na mínima do dia, a moeda chegou a bater R$ 2,997. No mês, o dólar acumula queda de 2,76%. Além do noticiário local, a tendência vendedora no mercado de câmbio ganhou fôlego com a perspectiva de uma recuperação lenta da economia norte-americana.
A onda de otimismo já levou o mercado a rever projeções. Apesar do receio de que a ação de importadores faça o dólar voltar a subir, analistas já passaram a afirmar que a tendência de queda deve prevalecer. Para o analista de câmbio da corretora Didier Levy, Júlio César Vogeler, se o dólar permanecer abaixo de R$ 3 nos próximos dias, o Banco Central deve voltar a comprar dólares. Desde o dia 5 de fevereiro, o BC não promove leilões para a compra de divisas. ''Se a moeda recuar ainda mais, o BC terá uma boa oportunidade para recompor as reservas'', diz.
Índice americano faz risco recuar
Nas últimas duas semanas, a onda de otimismo que tomou conta dos principais mercados fez o risco Brasil recuar 9,81%. Ontem, o anúncio do índice de preços ao consumidor nos EUA em linha com as expectativas atraiu a atenção dos investidores para o mercado de títulos de países emergentes. O C-Bond avançou 1,66%, para 95,313% do seu valor de face. O Global 40 chegou a 99,800% do seu valor de face, com alta de 3,10%. O indicador da confiança dos investidores estrangeiros na economia brasileira fechou em baixa de 3,64%, aos 584 pontos, o menor nível desde o dia 14 de abril. Na mínima do dia, o risco chegou a cair 4,96%.
Bovespa fecha em alta de 7,4% na semana
O clima de euforia no mercado financeiro trouxe a Bovespa de volta ao campo positivo no acumulado do ano. Com uma alta de 7,4% na semana, analistas destacam não só a valorização dos papéis como o aumento do volume negociado. A média da semana ficou em R$ 1,342 bilhão. O Ibovespa encerrou a sessão em alta de 1,73%, aos 22.447 pontos com volume negociado de R$ 1,469 bilhão. No mês, o índice registra alta de 6,1%. No ano, a Bolsa avança 0,9%.
As perspectivas de crescimento deram novo fôlego aos segmentos de maior peso no Índice Bovespa. Com o aumento das tarifas de energia e a definição do IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) como referência para o cálculo dos reajuste de telefonia, os setores dispararam nesta semana. O IEE, que reúne papéis da principais empresas do setor elétrico, subiu 9,5% na semana. O índice do setor de telecomunicações teve alta de 6,3%. ''Os papéis de energia estavam muito defasados. Com a aprovação dos reajustes, o investidor foi às compras'', afirma o diretor da corretora Diferencial, Zulmir Tres. A proximidade da definição do marco regulatório também influenciou positivamente os papéis. (Agência Folha)





