MERCADO FINANCEIRO
Dívida cambial faz dólar subir
A proximidade do vencimento de uma dívida cambial de US$ 989 milhões acirrou a briga das tesourarias para elevar as cotações do dólar ontem. A moeda norte-americana encerrou os negócios cotada a R$ 3,04, com alta de 0,16%. Desde a abertura, as tesourarias dos bancos assumiram posição compradora a fim de elevar a cotação. A Ptax (média oficial do dólar) de hoje será utilizada na remuneração dos credores da dívida que vence amanhã. Na semana passada, o Banco Central anunciou que fará o resgate integral dos títulos. Na máxima do dia, a moeda chegou a ser negociada a R$ 3,051. Segundo analistas, a alta só não foi maior devido ao surgimento de um boato de que a Standard & Poor's estaria prestes a elevar o rating do Brasil. A agência de classificação de risco negou.
Atenção em índices norte-americanos
Analistas destacam que, apesar da pressão compradora dos bancos, a moeda não deve sofrer maiores oscilações no curto prazo. Segundo o sócio-diretor da Pioneer Corretora de Câmbio, João Medeiros, o dólar deve encontrar um novo piso em R$ 3,03.
O mercado deve concentrar as atenções nos índices de inflação no atacado e de preços ao consumidor, que serão divulgados amanhã e na sexta-feira, respectivamente. Desde que o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) deu início ao ciclo de elevação dos juros com o aumento da taxa para 1,25% ao ano, analistas afirmam que os indicadores de inflação e os dados sobre o mercado de trabalho podem fornecer pistas sobre as futuras decisões da instituição.
Bovespa fecha em alta com boato sobre rating
Boatos de que a Standard & Poor's estaria prestes a elevar o rating do Brasil ajudaram a Bovespa a registrar ontem a segunda alta consecutiva. A história foi desmentida pela agência de classificação de risco, mas a perspectiva de uma melhor avaliação atraiu investidores para o mercado de ações. O Ibovespa fechou em alta de 0,67%, aos 21.676 pontos, com volume negociado de R$ 1,072 bilhão. Em apenas dois dias, o índice acumula alta de 3,7%. Na segunda-feira, a Bovespa disparou 3,09% com o avanço dos papéis de telecomunicações. No mês, a Bolsa registra alta de 2,4%.
As teles continuaram ontem a trajetória positiva. A maior alta da sessão pertence aos papéis ON da Brasil Telecom Participações. As ações fecharam cotadas a R$ 20,95%, com alta de 4,7%. As ações PN da Telemar permaneceram acima dos R$ 40. Os papéis fecharam em alta de 0,61%. Segundo analistas, a puxada de preços pode ser atribuída à proximidade do vencimento de opções, marcado para a próxima segunda-feira. A dúvida agora é se o papel terá fôlego para ultrapassar a barreira dos R$ 42.
O setor siderúrgico também foi destaque no pregão de ontem. As ações da Usiminas subiram 3,8% e as da CSN, 3,7%. ''O mercado está antecipando a perspectiva de resultados favoráveis nos balanços destas empresas no segundo trimestre'', afirma Gustavo Alcântara, do banco Prosper. (Agência Folha)





