Petróleo oscila, mas fecha em queda

Os poucos profissionais que fizeram plantão nas instituições financeiras paulistas não tiveram muita dor de cabeça ontem. O IPCA, de 0,71% em junho, não preocupou, tanto porque veio dentro do intervalo previsto pelos analistas (de 0,60% a 0,78%), como pelo fato de seus núcleos não terem sinalizado tendência de descontrole.

O petróleo oscilou bastante ao longo do dia, mas acabou prevalecendo a tentação de realizar lucros, pois não foram acrescentadas tensões aos atuais riscos geopolíticos. Em Nova York, o barril para entrega em agosto recuou 0,92%, a US$ 39,96. Em Londres, o brent para mesmo mês caiu 1,91% e fechou a US$ 37,05. Em razão do bom resultado da General Electric no segundo trimestre (lucro de US$ 3,9 bilhões), o índice Dow Jones subiu 0,41% e a Nasdaq ganhou 0,57%.



Dólar acompanhou ambiente mais calmo

Como o pior parece ter passado na Rússia, havendo cessado a corrida aos bancos, os títulos de dívida externa dos emergentes foram novamente demandados. Por isso, o risco Brasil recuava 17 pontos, para 631 pontos, às 17h15. O dólar comercial acompanhou o ambiente mais calmo, ainda que com pouquíssima liquidez, e cedeu 0,56%, cotado a R$ 3,042.

Reações mais acentuadas ficarão para segunda-feira, uma vez que a grande usina de contratos de DI, a BM&F, fechou, assim como a Bovespa, por causa do feriado de 9 de Julho.




Agenda da semana promete ser cheia

A agenda da próxima semana está particularmente carregada. Além dos esperados dados sobre estoques de petróleo nos Estados Unidos, que saem na quarta-feira, há os seguintes indicadores americanos no pipeline: na quinta-feira, índice de preços ao produtor (PPI) de junho, produção industrial referente ao mesmo mês e pedidos iniciais de auxílio desemprego; na sexta-feira, índice de preços ao consumidor (CPI) de junho e índice de confiança do consumidor apurado pela Universidade de Michigan, referente ao início de julho.

Aqui, haverá um entra-e-sai de dólares do País. Na ponta de saída, estão previstos na segunda-feira desembolsos de juros do Global 2006 (US$ 77 milhões) e do Global 2012 (US$ 69 milhões). Na quinta, saem recursos de juros do Global 2005 (US$ 48 milhões) e do Global 202 0 (US$ 64 milhões). E, na sexta, está previsto o pagamento também de juros do Global 2007 (US$ 50 milhões). No setor privado, já na segunda concretiza-se a emissão de 242 milhões de euros do Itaú Europa; na quarta, o Banco Cruzeiro do Sul emite US$ 10 milhões; na quinta, vencem US$ 10 milhões do BIC e, na sexta, US$ 85 milhões da Brasken.

Destaque ainda para as prévias de inflação: IPC-S da FGV na segunda-feira e primeira quadrissemana do IPC da Fipe na terça. Por fim, na sexta serão divulgados os números da pesquisa mensal do IBGE sobre emprego e salário na indústria, que devem ratificar a retomada mais forte do crescimento de renda, com efeito multiplicador sobre a economia. (Agência Estado)

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