Cenário externo faz dólar fechar em alta

O cenário externo mudou o rumo dos negócios no mercado de câmbio ontem. A moeda norte-americana encerrou em alta de 0,79%, cotada a R$ 3,059. Depois do otimismo com a última emissão soberana anunciada quarta-feira, o mercado de câmbio operou em alta durante todo o dia com o aumento do preço do petróleo e a crise bancária da Rússia. O feriado de 9 de Julho (Revolução Constitucionalista) em São Paulo também contribuiu para aumentar a cautela entre os investidores.

O barril de petróleo fechou acima dos US$ 40 em Nova York pela primeira vez em mais de um mês. O preço do barril registrou alta expressiva depois que o secretário de Segurança Interna dos EUA, Tom Ridge, declarou que a rede terrorista Al Qaeda, de Osama Bin Laden, pode ter planos de atacar alvos americanos no ano das eleições presidenciais.


Risco dos emergentes sobe com crise na Rússia

O maior banco privado russo, o Alfa, impôs uma taxa de 10% aos clientes que quiserem retirar os depósitos a fim de evitar uma corrida para retiradas. A instituição afirma que esta é uma medida temporária a fim de conter o pânico no mercado. O Guta, um dos 20 maiores bancos da Rússia declarou nesta semana que não pode mais pagar depósitos devido ao forte movimento de retirada. O banco central russo está realizando auditorias nos bancos do país. O objetivo é adequar as instituições ao programa de seguro de depósito que deve entrar em vigor no próximo ano.

Com essas notícias, durante a tarde o risco da Rússia disparava para 328 pontos, com alta de 4,45%. O risco Brasil subiu 2,5%, aos 648 pontos às 19 horas. Já o risco da Turquia subiu 1,7%, seguido pelo mexicano, que teve alta de 1,4%. Ontem, o ABN Amro elevou a recomendação para os papéis do Brasil. A avaliação passou de neutra para acima da média do mercado. A instituição reduziu a recomendação da Rússia de acima da média para neutra.



Bovespa acompanha exterior e cai 1,34%

A Bovespa caiu ontem mais de 1%, acompanhando o dia negativo no mercado externo. O Ibovespa, que reúne as 54 ações mais negociadas, fechou em baixa de 1,34%, aos 20.947 pontos. Nem a melhora da recomendação dos títulos brasileiros pelo banco ABN injetou ânimo no pregão. Mas houve alguns destaques, entre eles os papéis da Embraer, cervejaria Ambev e Aracruz (celulose e papel). Com o resultado de ontem, a Bovespa acumulou queda de 3,1% em quatro pregões, interrompendo uma sequência de seis semanas consecutivas de ganhos.

Nos EUA, as Bolsas encerraram com perdas. O Dow Jones recuou 0,67%. O principal indicador da Nasdaq caiu 1,56%, refletindo uma decepção com os lucros trimestrais divulgados pelo Yahoo, gigante da internet. (Agência Folha)

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