Dólar volta a R$ 3,035 após 3 emissão no ano

A terceira emissão do Brasil no mercado internacional neste ano trouxe otimismo para o mercado de câmbio ontem. O País captou US$ 750 milhões em bônus de dez anos. A operação foi liderada pelo Deutsche Bank e pelo Morgan Stanley. A demanda pelos papéis brasileiros foi de cerca de US$ 1,7 bilhão. O dólar encerrou os negócios cotado a R$ 3,035, em baixa de 0,42%.


Analistas destacam a utilização de taxa prefixada como um dos aspectos positivos da emissão. Segundo o diretor da área internacional da corretora Liquidez, Ofir Elias, o cenário internacional hoje é mais favorável do que o da última captação do país, em 21 de junho. Para concluir a meta prevista para este ano, o País ainda precisa captar US$ 1 bilhão. ''O país testou um prazo maior depois da emissão de títulos de cinco anos em 21 de junho. Isso mostra que o espaço para captações está aumentando. As empresas devem aproveitar esse momento'', afirma Elias.

Na última emissão, as preocupações com o aumento dos juros nos EUA levaram o país a adotar taxa flutuante pela primeira vez desde 1994. O objetivo era garantir uma maior proteção ao investidor. Para o analista do banco Rabobank, Jorge Kattar, as emissões de empresas deverão aumentar a partir de setembro. ''Agora estamos em período de férias no mercado americano, o que tende a esvaziar os negócios'', diz.




Na Bolsa, giro foi pequeno

Na Bolsa, apesar das notícias positivas do dia, o mercado brasileiro ficou meio ''embaçado'', como brincaram operadores. A liquidez não voltou a níveis desejáveis - giro de R$ 1,040 bilhão - e o Ibovespa fechou em ligeira queda de 0,08%. Faltaram compradores, o que fontes creditaram, em parte, à proximidade das férias de julho. As ações do setor de teles continuaram a ser alvos de venda.

O risco Brasil - que mede a desconfiança dos investidores estrangeiros - fechou na máxima do dia, com 632 pontos-base, em alta de 10 pontos.


Tranquilidade nos juros futuros

Dos quatro índices de inflação previstos para serem divulgados esta semana, dois já saíram - o IGP-DI e o IPC - e não aumentaram a apreensão do mercado quanto à aceleração dos preços. Com isso, o mercado futuro de juros ficou praticamente estável. Além desses índices, também repercutiu bem no mercado o relatório da CNI sobre a produção industrial, elevando sua expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto este ano de 3,5% para 4%.

Agora, faltam a primeira prévia do IGP-M de julho, que sai amanhã, e o IPCA fechado de junho, que será divulgado na sexta-feira. ''Por enquanto, os índices estão bons e não alimentam as análises mais pessimistas. Vamos ver como vamos fechar a semana'', comentou um analista. (Das agências)

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