Superávit da balança leva dólar a R$ 3,025

O saldo positivo da balança comercial garantiu o otimismo no mercado de câmbio ontem, em um dia de fraca liquidez. Sem a referência das principais bolsas americanas, fechadas devido à extensão do feriado da Independência dos EUA, investidores seguiram atentos aos indicadores da economia brasileira. A moeda norte-americana encerrou os negócios cotada a R$ 3,025, com queda de 0,55%. Esta é a quinta queda consecutiva do dólar e também a menor cotação desde o dia 6 de maio, quando a moeda fechou a R$ 2,999.

Na primeira semana de julho, a balança comercial acumulou saldo positivo de US$ 271 milhões. As exportações somaram US$ 699 milhões, e as importações, US$ 428 milhões. No acumulado do ano, o resultado chega a US$ 15,32 bilhões, um valor 42,6% maior que o saldo acumulado no mesmo período do ano passado.



Bovespa supera dia fraco e fecha em alta

A Bovespa teve um pregão fraco devido ao feriado americano, mas conseguiu fechar em alta, a quinta consecutiva, atingindo o maior patamar em 80 dias. As ações da Telemar e das siderúrgicas puxaram os ganhos. O principal índice da Bolsa paulista valorizou só 0,47%, na marca dos 21.670 pontos. Foi a maior pontuação do Ibovespa desde 16 de abril (21.768 pontos). O giro somou R$ 642,172 milhões, o menor desde 11 de junho (uma sexta-feira pós-feriado).

Com um giro fraco de transações, o Ibovespa, índice que reúne as 54 ações mais negociadas do pregão, oscilou perto da estabilidade na maior parte do dia. Na Europa, as Bolsas também viveram um dia apático, sem tendência definida. Ontem foi divulgado que, pela primeira vez desde maio de 2003, a Bovespa registrou fuga de capital externo. Em junho, o saldo de investimento estrangeiro ficou negativo em R$ 571,3 milhões, maior saída de recursos desde julho de 2002. Já a participação das pessoas físicas no volume de negócios da Bovespa caiu pelo terceiro mês consecutivo em junho, atingindo 25,3%, o menor patamar desde fevereiro, quando eclodiu o caso Waldomiro Diniz.


Novo fundo será lançado hoje

A Bovespa e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançam hoje, às 17 horas um fundo voltado para o pequeno investidor, na presença do ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento), do presidente do BNDES, Carlos Lessa, e do presidente da Bovespa, Raymundo Magliano Filho. Trata-se do PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa), primeiro fundo de índice a ser negociado em Bolsa no País, que será será administrado pelo banco Itaú e pretende distribuir R$ 600 milhões. O fundo será formado por papéis da carteira de ações da empresa de participações do BNDES, a BNDESPar.

Pelo menos, 95% do patrimônio do PIBB deverá ser aplicado em ações que compõem o IBX-50 (Índice Brasil-50), lançado pela Bovespa em janeiro de 2003. Cada investidor terá direito a comprar um mínimo de R$ 300 por lote de ações. O BNDES vai garantir a recompra das ações pelo banco até R$ 25 mil. Por exemplo, se a Bolsa se desvalorizar e o investidor quiser sair do fundo, o BNDES se compromete a recomprar até R$ 25 mil do investimento original sem correção monetária. ''É uma excelente oportunidade para o ingresso com segurança do pequeno investidor na Bolsa'', afirma Gallego. (Agência Folha)

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