MERCADO FINANCEIRO
Dólar cai 0,42% com superávit recorde
O resultado da balança comercial em junho deu novo fôlego ao mercado de câmbio. Apesar do cenário externo conturbado, com as principais bolsas americanas em queda e o preço do petróleo em alta, o dólar atingiu ontem o menor nível desde 11 de maio. A moeda americana encerrou os negócios em baixa de 0,42%, cotada a R$ 3,074. Foi a terceira queda consecutiva do dólar.
Um dia depois do anúncio do aumento dos juros americanos em linha com as expectativas do mercado, os números da balança comercial animaram os investidores. Em junho, o saldo foi positivo em US$ 3,810 bilhões. Nos seis primeiros meses do ano, o superávit da balança chega a US$ 15,049 bilhões. O resultado é 44,7% maior do que o do mesmo período do ano passado.
Num movimento típico depois de um aumento de juros, as principais bolsas em Wall Street operaram em baixa durante toda a sessão. ''Além do movimento de correção, a queda no número de vendas de carros pela Ford e pela GM decepcionou o mercado'', afirmou o chefe da mesa de câmbio do banco ING, Alexandre Vasarhely. Os preços do petróleo registraram alta com o temor de novos atentados. A proximidade do feriado de 4 de Julho nos EUA aumentou a cautela entre os investidores.
No fim da tarde, o risco Brasil recuava para 642 pontos, o menor patamar em quase um mês. Os títulos da dívida registravam ligeira queda. O C-Bond era negociado estável a US$ 0,92. O Global 40 cedia 0,26%, para US$ 0,94.
Ações de telefônica puxam alta da Bovespa
As ações das empresas de telefonia fixa dispararam ontem após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o índice de correção das tarifas de 2003, o que levou a Bovespa a fechar com alta de 0,94%. As maiores valorizações foram do setor, com destaque para os papéis da Telemar (alta de 5,1%), da Brasil Telecom (4,6%) e da Telefônica (4,6%).
O STJ restabeleceu o IGP-DI para o reajuste de 2003 e mudou a base de cálculo das tarifas deste ano, o que significa, na prática, um aumento maior da conta de telefone para os consumidores.
Apesar da alta da Bolsa ontem, alguns operadores comentaram que o impacto desses reajustes na inflação pode prejudicar a retomada dos cortes de juros.
A ação da Acesita, maior fabricante de aço inoxidável da América Latina, teve a maior alta (48%) acumulada no primeiro semestre entre os 54 papéis do índice Bovespa, segundo estudo divulgado pela consultoria Economática. (Agência Folha)





