MERCADO FINANCEIRO
Juros reagem ao IPC da Fipe
O mercado de juros teve ontem um dia de correção, reagindo ao resultado do IPC da Fipe da terceira quadrissemana de julho. A taxa - a primeira a refletir o reajuste dos combustíveis - ficou em 0,88%, perto do teto das estimativas (entre 0,70% e 0,90%). Como o reajuste dos combustíveis apenas começou a ser captado pelo índice - a inflação em julho ainda deve ser contagiada por esses aumentos -, há quem diga que a inflação seguirá impedindo até agosto um corte na taxa Selic.
Por conta dos números, os DIs fecharam em alta, mas não retornaram ao nível de quarta-feira, véspera da divulgação da ata do Copom. Na BM&F, os juros futuros encerraram o dia com as seguintes taxas: DI de janeiro, 16,69% (ante 16,65% de ontem); DI de agosto, 15,78% (15,77%); e DI de outubro, 16,06% (16,02%).
Negócios em ritmo reduzido na Bolsa
Os negócios reduziram o ritmo na bolsa paulista à espera do que poderá ocorrer na próxima semana, quando o Fed decidirá sobre os rumos da taxa básica de juros nos EUA. O Índice Bovespa fechou em alta de 0,20%, e o movimento financeiro ficou em R$ 835 milhões. Desta vez, o destaque na bolsa foi o lançamento das ações da América Latina Logística (ALL), que teve demanda sete vezes superior à oferta (leia matéria nesta página).
A Bovespa teve uma semana histórica. Depois de anos sem ofertas públicas, o mercado viu três lançamentos em pouco tempo: Natura, Gol e a própria ALL. Se for considerado o lançamento da CCR, a captação das empresas no mercado de ações atingiu R$ 2,5 bilhões este ano, um recorde.
De qualquer forma, o mercado de ações encerrou a semana com sinal positivo. No acumulado da semana, o Ibovespa subiu 2,05%. Em Nova York, as bolsas se dividiram ontem. O Nasdaq registrou alta de 0,49% e o Dow Jones caiu 0,69%.
Dólar acumula queda na semana
O dólar encerrou os negócios ontem cotado a R$ 3,111, com alta de 0,54%. No acumulado da semana, no entanto, a moeda registra queda de 0,93%. No mês, o recuo chega a 2,48%. Os principais títulos da dívida externa também refletiram a preocupação dos investidores com a agenda da próxima semana - reunião do Fed (banco central americano) para definição na taxa de juros. No fim da tarde, o C-Bond recuava 0,95%, para 90,563% do seu valor de face. O Global 40 caía 1,38% e era negociado a 92,35% do seu valor de face. O risco-país disparou 2,49% para 658 pontos. (Das agências)





