MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha estável com expectativa por rolagem
O mercado de câmbio operou ontem em compasso de espera durante todo o dia. O adiamento da votação do mínimo na Câmara e a expectativa pela decisão do Banco Central (BC) sobre uma dívida cambial de US$ 2,5 bilhões que vence no próximo dia 1º deram a tônica dos negócios. O dólar encerrou os negócios estável, cotado a R$ 3,134. Nem mesmo a mudança na recomendação dos títulos brasileiros pelo banco alemão Deutsche conseguiu aumentar o otimismo entre os investidores.
O banco alemão anunciou o aumento da exposição em títulos brasileiros e elevou a recomendação para ''overweight'' (acima da média do mercado). A instituição destaca, no entanto, que o principal risco para as economias emergentes é a trajetória da inflação nos EUA. A mudança na recomendação é anunciada um dia depois de o país captar US$ 750 milhões no mercado internacional, com bônus de cinco anos.
Leilões do Tesouro testam interesse dos investidores
Ontem, o Tesouro voltou a vender integralmente os lotes de títulos prefixados. Foram vendidos R$ 5,605 bilhões em títulos, sendo R$ 1,633 bilhão em prefixados e R$ 3,972 bilhões em pós-fixados. Foram colocados 1,8 milhão de LTNs (Letras do Tesouro Nacional) com dois vencimentos, sendo 1,5 milhão com prazo em 4 de janeiro de 2005. Neste vencimento, os títulos foram vendidos com taxa máxima de 16,96% e média de 16,94%. Outros 300 mil títulos com prazo em 1º de julho de 2005 foram vendidos com taxa de 17,80%. As taxas foram menores do que as do último leilão, na quinta-feira passada, quando o Tesouro voltou a ofertar títulos prefixados.
Analistas afirmam que os últimos leilões têm servido para ''testar''''o interesse dos investidores pelos papéis. O objetivo do governo é aumentar a participação de prefixados no estoque da dívida. Em maio, o Tesouro cancelou leilões de prefixados para não ceder às pressões do mercado por taxas mais altas, com as mudanças no cenário externo.
Bovespa se retrai com votação adiada do mínimo
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve ontem um dia de ''feriado branco''. O volume de negócios desabou 65%, para R$ 651,755 milhões, após girar R$ 1,898 bilhão na véspera. A morte do presidente do PDT, Leonel Brizola, fez a Câmara adiar a votação do salário mínimo, o que retraiu o mercado. Já uma pesquisa mostrando a menor taxa de popularidade do governo desde a posse ofuscou a melhora da avaliação do Brasil por um banco estrangeiro. O Ibovespa caiu 0,46%, aos 20.199 pontos, na contramão de Wall Street, onde a Nasdaq subiu 1%, e o Dow Jones, 0,23%.
No noticiário corporativo, o destaque ficou com Eletropaulo. A S&P e a Fitch elevaram o rating (nota de crédito) da distribuidora de energia, que deixou a lista de empresas ''default'', após a reestruturação de dívida. Ontem, a ação chegou a subir mais de 2%, mas fechou em queda de 1,22%, a R$ 57,99. Apesar da melhora do rating, a nota ainda é considerada ''vulnerável à inadimplência'' pela S&P. Já a ação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) subiu durante a manhã





