MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha em baixa de 0,31%
A votação do salário mínimo de R$ 260 no Senado e a recuperação dos títulos da dívida concentraram as atenções no mercado de câmbio ontem. O dólar fechou em baixa de 0,31%, cotado a R$ 3,129.
A melhora dos títulos da dívida externa e do risco-país voltou a suscitar rumores de uma nova emissão externa. ''Toda vez que o risco Brasil se aproxima dos 650 pontos-base surgem rumores de novas captações'', disse Alexandre Vasarhely, chefe da mesa de câmbio do Banco ING.
Às 17h, o C-Bond era negociado a US$ 0,91, com alta de 1,03%. O risco-país recuava 0,76%, para 650 pontos-base. Desde o início do mês, o indicador já recuou 7,75%. O governo ainda precisa levantar US$ 2,5 bilhões para cumprir a meta deste ano.
O Tesouro Nacional voltou a realizar leilões de títulos prefixados. Segundo analistas, o leilão de ontem serviu para ''testar'' o interesse dos investidores pelos papéis. O objetivo do governo é aumentar a participação de prefixados no estoque da dívida. A notícia repercutiu positivamente no mercado de câmbio. ''O Tesouro conseguiu vender todos os títulos ofertados e os prêmios pagos foram relativamente baixos se comparados ao mercado futuro'', afirma Jorge Kattar.
Bovespa fecha em queda após forte oscilação
O Ibovespa, índice que reúne as 54 ações mais negociadas da Bolsa de Valores de São Paulo, oscilou bastante ao longo do dia de ontem e fechou em queda de 0,61%, aos 20.334 pontos. O volume financeiro atingiu R$ 1,047 bilhão, levemente abaixo da média diária do ano (R$ 1,1 bilhão). Em Nova York, o Dow Jones encerrou estável (-0,02%), e a Nasdaq caiu 0,73%.
Na mínima do dia (20.202 pontos), o Ibovespa chegou a cair 1,25%. Na máxima (20.697 pontos), o índice avançou 1,16%. Essas oscilações já refletem a disputa dos investidores interessados em garantir ganhos no vencimento dos contratos de opções na próxima segunda. O principal alvo é o preço da ação preferencial da Telemar, que ontem chegou a superar R$ 36, mas encerrou cotada a R$ 35,70, uma alta de 1,85%.
Papéis da Vale ensaiam recuperação
Após três dias de queda, as ações da Companhia Vale do Rio Doce ensaiaram uma recuperação. Com a sequência de baixas, os papéis ficaram baratos, atraindo compradores. Na lista das maiores altas, ficou a ação PNA com valorização de 2,8%, cotada a R$ 120,51. Foi a segunda maior alta. No início do mês, custava R$ 134,40. Já o papel ON subiu 2,5%, negociado a R$ 141,61. No início do mês, valia R$ 157.
Nos últimos dias, as ações da Vale desabaram com os rumores sobre uma possível aquisição da Noranda, maior mineradora do Canadá. Alguns analistas dizem que a Vale pode pagar caro pelo ativo. Outros destacam que a compra seria positiva, pois a Vale amplia espaço no setor e diversifica a produção. Comenta-se ainda que a mineradora russa Norilsk e a inglesa Rio Tinto também disputam a empresa canadense. (Agência Folha)





