MERCADO FINANCEIRO
Dólar recua 1,41% em dia de recuperação
A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor norte-americano e o discurso do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), Alan Greenspan, acalmaram os investidores no mercado de câmbio ontem. O dólar encerrou os negócios cotado a R$ 3,125, com queda de 1,41%.
A inflação norte-americana no varejo registrou alta de 0,6% em maio. Analistas esperavam um resultado de 0,5%. Mas o núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, subiu apenas 0,2%. As declarações de Greenspan ao Comitê Bancário do Senado a favor da elevação gradual dos juros afastaram o temor de um aumento superior à 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Fed, marcada para o dia 30.
Os títulos da dívida também refletiram a mudança no cenário. Às 17h, o C-Bond era negociado a US$ 0,90, com alta de 2,05%. Já o risco Brasil, que mede a desconfiança externa no país, teve queda de 3,69%, aos 677 pontos.
Bovespa fecha em alta de quase 3%
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu ontem quase 3%, no embalo das Bolsas americanas. O Ibovespa, índice que reúne as 54 ações mais negociadas, fechou em alta de 2,87%, aos 20.047 pontos, máxima do dia. O volume financeiro somou R$ 1,193 bilhão, em linha com a média diária do ano. Só duas ações encerraram em queda. Vale do Rio Doce PNA caiu 3,9% para R$ 121, enquanto o papel ON da mineradora perdeu 3,7% para R$ 142,41.
No pregão, um dos destaques foi a principal ação da Petrobras, que liderou o volume financeiro (13,8% do total ou R$ 146,861 milhões) e teve alta de 2,82%, cotada a R$ 74,65. Na segunda-feira, a estatal anunciou um aumento de 10,8% no preço da gasolina e de 10,6% no do diesel válido a partir de ontem nas refinarias. Já o papel da Braskem teve alta de 5,7%, a R$ 51,69, a quinta maior do dia. A petroquímica anunciou ontem que concluiu uma captação externa de US$ 200 milhões, com o objetivo de reduzir endividamento.
Nos EUA, o índice Dow Jones subiu 0,44%, enquanto o principal indicador da Bolsa eletrônica Nasdaq registrou ganhos de 1,30%.
Espera do anúncio do Copom reduz negócios
Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começou sua reunião de dois dias para analisar os juros básicos da economia. A decisão só será divulgada hoje, no início da noite. Atualmente, a taxa Selic está em 16% ao ano. A expectativa dominante é a de uma nova manutenção do juro. Com a espera pelo anúncio do Copom, a tendência é a de uma redução dos negócios na Bolsa paulista. Na BM&F, o contrato DI de julho recuou de 15,79% para 15,74% ao ano. Já o juro projetado pelo contrato de janeiro de 2003 caiu de 17,41% para 16,98% ao ano. (Agência Folha)





