MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha em alta em dia de negócios fracos
O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,47%, a R$ 3,141 na venda. O dia foi de poucos negócios devido ao feriado no Brasil quinta-feira (Corpus Christi) e à paralisação do mercado financeiro norte-americano ontem, por causa do funeral do ex-presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan. Com o mercado dos Estados Unidos fechado, os investidores domésticos ficaram sem o seu principal referencial para os negócios, o que provocou uma redução ''significativa'' no volume de transações.
Na próxima semana, as atenções do mercado estarão voltadas para índices que serão divulgados nos EUA, reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) e o resgate de quase 70% de uma dívida cambial do governo de US$ 983 milhões, no dia 17, que pode pressionar um pouco o dólar. O governo norte-americano divulga na segunda-feira índices relativos às vendas no varejo e no atacado. Já a reunião do Copom começa na terça e acaba na quarta. Há praticamente um consenso no mercado de que a taxa básica de juro será novamente mantida em 16% ao ano. Uma das justificativas é a de que o Banco Central quer esperar o resultado da reunião do Fed (Federal Reserve, o BC americano) sobre o rumo dos juros nos EUA, no dia 30.
Bovespa recua 0,15% e movimenta R$ 277 mi
A Bolsa de Valores de São paulo (Bovespa) fechou ontem com baixa de 0,15% no Ibovespa, seu principal índice, que encerrou a semana marcando 19.834 pontos. O volume financeiro ficou reduzido a R$ 277 milhões devido aos poucos negócios fechados. A Bolsa paulista até que tentou uma recuperação. Chegou a subir 0,58%, mas não sustentou o movimento positivo por muito tempo.
Preço do petróleo cai após fim de greve
O petróleo recuou ontem, feriado nos Estados Unidos, por conta do fim da greve na Nigéria. O preço do barril de petróleo do tipo Brent para entrega em julho, referência no International Petroleum Exchange, em Londres, encerrou a semana cotado a US$ 35,44, em baixa de 0,82%. A greve dos petroleiros já durava três dias e não chegou a afetar a exportação do produto, principal atividade econômica da Nigéria. De acordo com o sindicato nigeriano NLC (Nigeria Labour Congress, sigla em inglês para o grupo que reúne os trabalhadores do setor petrolífero), o governo acatou uma ordem judicial para abaixar os preços internos dos combustíveis.
O aumento de reservas de petróleo nos EUA e do aumento em 2 milhões de barris por dia, feito pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), na cota de produção de seus países membros também ajudou a refrear as altas do petróleo, que chegou a atingir a marca recorde de US$ 42,45 nos EUA nas últimas sessões. A Energy Information Administration (EIA), agência reguladora do Departamento de Energia dos EUA anunciou que as reservas de petróleo subiram 400 mil barris para 302,1 milhões na semana passada - seu maior nível em quase dois anos. Os estoques de gasolina cresceram 2,1 milhões de barris, chegando a um total de 206,4 milhões, aliviando os temores de que as refinarias americanas teriam problemas para dar conta da demanda por combustível no verão americano. (Agência Folha)





