MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha em alta na véspera do feriado
Após três quedas consecutivas, o dólar fechou ontem em alta de 0,48%, cotado a R$ 3,126, acompanhando o dia negativo em Wall Street, onde as Bolsas caíram e o petróleo subiu. Nem o resultado do leilão para renovar parte de uma dívida cambial, considerado um sucesso pelos analistas, impediu uma alta das cotações. O Banco Central rolou US$ 326,6 milhões de uma dívida de US$ 983 milhões que vence no dia 17.
A autoridade monetária havia ofertado US$ 400 milhões. A demanda foi estimada em quase cinco vezes superior ao valor da oferta. Com a operação, o BC quebrou um jejum de quase sete meses sem realizar leilão para renovar títulos que rendem ao investidor a variação da taxa de câmbio. Devido à véspera do feriado local de Corpus Christi, alguns investidores preferiram adotar a cautela nos negócios.
Também cresceu o suspense no mercado sobre a divulgação do PPI (Índice de Preços ao Produtor) de maio nos EUA. Trata-se de um indicador importante de inflação nos EUA e que deverá alimentar ainda mais as especulações sobre o resultado da reunião do Fed, marcada para os dias 29 e 30 deste mês. Antes, esse dado estava programado para ser divulgado na sexta-feira, foi antecipado para a quinta e acabou ontem tendo a divulgação adiada por tempo indefinido. Amanhã, o mercado americano não funciona em homenagem ao ex-presidente Ronald Reagan, que morreu no último final de semana.
Bovespa fica abaixo de 20 mil pontos
O Ibovespa, que reúne as 54 ações mais negociadas da Bolsa de Valores de São Paulo, abandonou o patamar de 20 mil pontos e fechou em queda de 2,07%, aos 19.864 pontos. O mercado paulista acompanhou o dia negativo em Wall Street. Devido à véspera do feriado de Corpus Christi, o volume de negócios foi fraco, somando R$ 957,011 milhões, abaixo da média diária de ano (R$ 1,1 bilhão).
Carro-chefe da Bovespa, a ação da Telemar puxou a queda do índice da Bolsa com perda de 3,22%, cotada a R$ 34,55. Nas últimas semanas, o papel enfrenta uma resistência a ficar acima do patamar de R$ 36. No início do ano, chegou a valer mais de R$ 50. Há uma ''foice no pescoço'' do papel, compara um analista, em referência ao andamento no Congresso do projeto de lei que acaba com a assinatura básica da telefonia fixa - uma das principais fontes de faturamento do setor (R$ 13 bilhões em 2003 ou 40% das receitas).
Títulos recuam mas risco país avança
Entre os títulos brasileiros, o C-bond fechou em queda de 0,55%, a 90,063 centavos de dólar; e o Global 40 recuou 1,57% para 91,05 centavos de dólar. Às 18h11, o risco Brasil subia 12 pontos para 666 pontos-base.
Na Bolsa de Mercadorias e Futuro (BM&F), à exceção da ligeira queda projetada pelo dólar setembro, os demais vencimentos negociados indicaram altas de preço. O volume financeiro aumentou 27%, para US$ 4,12 bilhões, em 81.674 operações. (Das agências)





