MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha em baixa, praticamente estável
O dólar fechou praticamente estável ontem, negociado a R$ 3,111, uma leve queda de 0,03%. Durante a manhã, a moeda americana chegou a subir até 0,41%, na máxima de R$ 3,125. Operadores justificaram a alta das cotações citando uma fala do presidente do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA), Alan Greenspan, na qual ele admitia a possibilidade de uma alta mais forte nos juros para conter a inflação. Mas o discurso de ''preocupação'' de Greenspan com inflação foi superdimencionado pelos bancos. Ao examinar melhor o contexto da declaração do presidente do Fed, percebeu-se que ele fazia referência a um cenário extremo que considera a continuidade da alta do preço do petróleo e a influência no aumento dos preços. Mas ontem, o barril de petróleo fechou em queda de 3,5%, a US$ 37,28.
Meirelles, BC e rumores de captação
A virada das cotações também ocorreu após o Banco Central (BC) informar que o presidente Henrique Meirelles, terá reuniões com investidores no Canadá e nos Estados Unidos até sexta-feira. A viagem coincide com a volta dos rumores de que o Brasil está preparando uma captação externa. Na semana passada, o rumor já circulava no mercado de câmbio. Meirelles faz hoje uma palestra em Montreal. Como o tema é ''Redescobrindo Oportunidades no Brasil'', o evento será realizado no Hilton Bonaventure Montreal. Na sexta-feira, o presidente do BC estará em Nova York, onde terá reuniões com investidores.
Bovespa na contramão do mercado americano
Após dois pregões consecutivos de alta, a Bovespa fechou ontem em queda de 0,80%, na contramão do mercado americano, onde as Bolsas subiram e o petróleo caiu. O Ibovespa, que reúne as 54 ações mais negociadas, encerrou aos 20.283 pontos. Nesse patamar, o índice acumula alta de 3,7% no mês e queda de 8,7% no ano. O giro financeiro somou R$ 1,073 bilhão, perto da média diária do ano (R$ 1,1 bilhão).
Os dados de inflação de maio divulgados ontem reforçaram a expectativa de manutenção do juro básico da economia em 16% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana. O IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) atingiu 1,46% no mês passado e ficou acima do esperado. Para analistas, o Copom deverá - antes de mexer na taxa brasileira- esperar a decisão do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) sobre os juros no próximo dia 30. (Agência Folha)





