Dólar tem o menor valor em 10 dias

O dólar fechou em queda ontem, pelo segundo dia consecutivo, influenciado pelo clima positivo no mercado mundial, onde o preço do petróleo operou em baixa durante a maior parte dos negócios e ficou abaixo de US$ 40, aliviando as preocupações dos investidores com a alta recente do barril. A moeda norte-americana caiu 0,63% e terminou negociada a R$ 3,112. Esse é o menor valor em dez dias. No mês, a divisa acumula baixa de 2,4%. No ano, a cotação tem, no entanto, uma alta acumulada de 7,2%.
O petróleo abriu em baixa, mas acabou fechando com ligeira alta de 0,44%, a US$ 38,66. Na semana passada, o preço do barril iniciou trajetória de queda após a decisão da Opep (cartel de exportadores) de elevar a produção e a divulgação recente de um aumento dos estoques americanos, reduzindo o temor de uma crise de desabastecimento.



Trégua do petróleo impulsiona bolsas

Ontem, a trégua do mercado de petróleo provocou uma forte alta nas Bolsas americanas. Em São Paulo, a Bovespa subiu mais de 3%. O risco Brasil, que mede a desconfiança externa no País, recuou mais de 4%, aos 637 pontos.

O principal índice da Bolsa paulista voltou ao patamar de 20 mil pontos e fechou com alta de 3,17%, aos 20.446 pontos, o maior patamar desde 28 de abril (20.473 pontos). Mas o volume financeiro foi fraco. Os negócios somaram R$ 947,824 milhões, abaixo da média diária do ano (R$ 1,1 bilhão). As ações do setor de energia foram o destaque do dia. Eletropaulo PN liderou a alta, com valorização de 8,8%. Com o resultado do pregão de ontem, o Ibovespa já acumula ganhos de 4,6% no mês e reduziu as perdas acumuladas no ano para 8%. Nos EUA, o índice Dow Jones encerrou em alta de 1,4%, enquanto a Nasdaq subiu 2,1%.




Números positivos animam investidores

A melhora dos indicadores financeiros começou na sexta-feira passada, quando a divulgação de um dado sobre a criação de vagas nos EUA reforçou a expectativa de uma elevação dos juros pelo Fed (BC americano) no próximo dia 30, mas a alta deve ser comedida, provavelmente em 0,25 ponto percentual. Antes, alguns bancos falavam em alta de 0,50 ponto percentual. O comércio exterior também segue animando os investidores locais. Ontem foi divulgado que a balança comercial registrou superávit de US$ 619 milhões na primeira semana do mês. No acumulado do ano, o saldo está positivo em US$ 11,862 bilhões.

Hoje, o Banco Central realiza pesquisa sobre a demanda de ''hedge'' (proteção) e deve divulgar, no final do dia, o que fará com uma dívida cambial de US$ 983 milhões que vence no próximo dia 17. A expectativa dos bancos é a de que o valor seja integralmente resgatado pelo BC, como ocorre desde o ano passado, dentro da estratégia do governo de reduzir a fatia da sua dívida que é corrigida pelo câmbio.

Com o feriado de Corpus Christi na próxima quinta, o mercado de câmbio deve ter uma semana de baixa liquidez. Na sexta-feira, o mercado americano não abrirá em homenagem ao ex-presidente Ronald Reagan, que morreu no final de semana. (Agência Folha)

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