MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha semana em queda
A moeda norte-americana fechou em queda de 0,69%, vendido ontem a R$ 3,132. Em cinco dias, a moeda subiu quatro centavos (+1,3%). No fim da semana passada, custava R$ 3,09. No ano, a divisa já avançou 23 centavos (+8%). Ontem, a divisa acompanhou o clima positivo no mercado mundial, que se animou com um dado sobre o mercado de trabalho nos EUA e a queda do preço do petróleo, um dia após a decisão da Opep (cartel dos produtores) de elevar a produção. Foi divulgado ontem que, em maio, foram criadas 248 mil vagas nos EUA, um número acima do esperado (216 mil). É mais um sinal de retomada da maior economia do mundo que reforçou a aposta de uma alta de juro neste mês. O Fed (BC dos EUA) se reúne dias 29 e 30. A taxa está em 1% desde junho de 2003. Mas agora os economistas avaliam que a eventual alta do juro deve ter um ritmo ''comedido'', sem choques, pois não se esboçou ainda no país um quadro preocupante de inflação, apesar da recuperação do mercado de trabalho.
Risco Brasil atinge o menor patamar em 30 dias
O risco Brasil, taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro no País, acumulou queda de mais de 4,5% nesta semana. O indicador, medido pelo banco americano JP Morgan, voltou a ficar abaixo dos 700 pontos e atingiu ontem o menor patamar em 30 dias. No fechamento dos negócios, o risco-país somava 666 pontos, uma queda de 4,85%. Na mínima do dia, a taxa somou 664, uma baixa de 5,14%. No fim da semana passada, o indicador estava em 698 pontos.
Nesta semana, os rumores sobre uma emissão soberana do Brasil voltaram às conversas dos operadores. O governo ainda precisa levantar US$ 2,5 bilhões para cumprir a meta de 2004. Na última emissão, em janeiro, o risco rondava 400 pontos e refletia a euforia externa com os emergentes. Em fevereiro, o caso Waldomiro fez eclodir o risco político. Nos meses seguintes, o receio de juro maior dos EUA ''estragou'' a festa dos emergentes. última vez que circulou o rumor sobre nova emissão de dívida foi no início de abril, quando o diretor de Assuntos Internacional do Banco Central, Alexandre Schwartsman, foi a Nova York visitar grandes investidores e bancos. O BC não comenta rumores. Norma internacional proíbe emissor de dívida de se manifestar sobre operação em andamento.
Bovespa não reflete bom humor
O melhor humor da conjuntura apenas não se refletiu no volume negociado na Bolsa, que ficou em apenas R$ 660,5 milhões no pregão de ontem, com alta de 2,16%. Na semana, a Bolsa teve giro médio diário de apenas R$ 757,5 milhões, alta de 0,77%. No ano, essa média diária está em R$ 1,2 bilhão. Na semana, 35 das 54 ações que formam o Ibovespa (principal índice do pregão) fecharam com ganho. O destaque de valorização do período ficou com a ação preferencial da Eletropaulo, que subiu 10,6%. O papel que mais caiu na semana foi o preferencial ''A'' da Telemar Norte Leste, que teve baixa de 6,87%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), as taxas dos contratos DI (que acompanham os juros interbancários) recuaram. No contrato DI mais negociado na BM&F, que concentrou 40% dos negócios, a taxa recuou de 17,60% para 17,31% ao ano. (Agência Folha)





