Dólar fecha em alta de 0,70%

Após duas baixas consecutivas, o dólar voltou a subir e fechou ontem vendido a R$ 3,154 - alta de 0,70%. A moeda refletiu a desvalorização dos títulos da dívida, a saída de recursos e a compra de divisas por importadores. Pela manhã, a cotação caiu até 0,38% para R$ 3,13. Era uma reação à vitória do governo no Congresso na votação da medida provisória do reajuste do salário mínimo e à decisão da Opep (cartel dos exportadores) de elevar a produção de petróleo. ''Mas dados econômicos divulgados nos EUA reforçaram o medo de uma alta dos juros pelo BC americano'', disse o diretor da corretora Novação, Mario Battistel, em referência à queda dos pedidos de seguro-desemprego e aumento da produtividade. Segundo o analista, uma subida forte dos juros nos EUA para esfriar a economia tende a deixar menos atraentes os títulos de países emergentes como o Brasil para os grandes investidores estrangeiros.



Bovespa segue NY e fecha em queda

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) seguiu ontem o dia negativo em Wall Street e cedeu a um movimento de realização de lucros, quando investidores embolsam ganhos com a alta recente de alguns papéis. O principal índice da Bolsa fechou em queda de 1,61%, aos 19.399 pontos. O volume de negócios foi fraco, somando apenas R$ 717,308 milhões. Logo na abertura, as principais ações já começaram a sofrer descontos nos preços pelos investidores. As ações ordinárias da Embraer lideraram a baixa com perda de 3,9%. A maior alta do dia foi de Klabin PN (+2,3%). De manhã, saiu o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) de maio, que apontou inflação de 0,57% em São Paulo com a subida dos preços dos alimentos. Na Bolsa de Mercadorias e Futuro (BM&F), o dado deu força à aposta em nova manutenção do juro pelo Banco Central neste mês.




Desconfiança externa no País também subiu

Em Wall Street o índice Dow Jones recuou 0,65%, e o Nasdaq perdeu 1,44%. A queda dos pedidos de seguro-desemprego e aumento da produtividade nos EUA reforçam a expectativa de subida do juro pelo Fed (Federal Reserve, o BC americano) na sua reunião, no final deste mês.

O risco Brasil, que mede a desconfiança externa no País, voltou a superar o patamar de 700 pontos com alta de 2,32%, aos 793 pontos. O C-Bond, principal título da dívida brasileira, desvalorizou 0,28%, cotado a US$ 0,88. (Agência Folha)

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