MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha em queda após recorde da balança
O recorde da balança comercial em maio, divulgado na manhã de ontem, surpreendeu o mercado e contribuiu para a queda do dólar, deixando em segundo plano a preocupação com a alta do petróleo. A moeda norte-americana fechou em queda de 1,41%, para R$ 3,145. A divisa chegou a cair até 1,66%, na mínima de R$ 3,137. Na segunda-feira, o dólar disparou 3,23%, para R$ 3,19, na maior alta percentual em 12 meses - um movimento que foi considerado exagerado.
O Ministério do Desenvolvimento divulgou, durante a manhã, que a balança comercial registrou, em maio, um superávit de US$ 3,118 bilhões, acumulando um saldo positivo de US$ 11,243 bilhões no ano e US$ 28 bilhões em 12 meses. O resultado superou previsões. O Bradesco, maior banco privado do país, esperava US$ 2,7 bilhões em maio. O Citigroup, maior conglomerado financeiro do mundo, aguarda uma nova quebra do recorde histórico de US$ 28 bilhões no acumulado de 12 meses. ''Nem mesmo a greve dos auditores da Receita Federal, o arrefecimento dos preços de algumas commodities, como a soja, e a perspectiva de desaquecimento da economia chinesa impediram bons resultados nos últimos meses, reforçando a idéia de que a era de fortes superávits comerciais veio para ficar'', citou o Citi, em relatório.
A moeda norte-americana completou ontem 25 dias acima de R$ 3. Em janeiro, A divisa chegou a custar R$ 2,79. A máxima do ano está em R$ 3,214, registrado no dia 20 de maio.
Cotação do petróleo não afeta Bolsas
O cenário pessimista traçado pelos especuladores para justificar a disparada do dólar e a queda da Bovespa não se confirmou ontem. As Bolsas americanas fecharam em pequena alta após o feriado do Memorial Day. A Bovespa encerrou praticamente estável (+0,01%, aos 19.545 pontos). O volume financeiro somou R$ 1,011 bilhão.
Ontem, após o Ibovespa zerar as perdas no período da tarde, o discurso dos especuladores mudou e já havia gente falando que a alta do petróleo já ''está no preço''. Ontem o barril atingiu a cotação de US$ 42. Mas o petróleo continua no foco dos investidores. Amanhã, a Opep (cartel dos exportadores) se reúne e deve elevar a produção. (Agência Folha)





