MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha com a maior alta em 12 meses
O dólar disparou ontem mais de 3% e cravou a maior alta em um único dia em 12 meses. Em maio, a moeda subiu 8,8% e não valorizava tanto em um mês desde a véspera da eleição do presidente Lula, em setembro de 2002, segundo a Economática. Ontem, a divisa avançou 3,23% e fechou cotada a R$ 3,19, depois de dois dias de baixa. Esta é a maior cotação em dez dias. No mês, o valor máximo foi de R$ 3,214, alcançado no último dia 20. As cotações foram pressionadas pelos tradicionais ajustes dos bancos na véspera do vencimento dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).
Por ser o último dia do mês, houve a disputa entre os investidores para interferir na média oficial do dólar, a chamada ''Ptax''. A taxa de ontem, a ser calculada pelo Banco Central (BC), será usada hoje na liquidação dos contratos futuros de junho.
Wall Street e Londres não funcionaram
Por causa do feriado do Memorial Day, Wall Street e o mercado de Londres não funcionaram. Assim, o mercado local esteve sem as principais referências para guiar suas transações. O mercado de câmbio ficou ''nas mãos'' das tesourarias dos bancos, segundo um operador. Ou seja, não houve forte movimentação de clientes, como exportadores e importadores. No mercado asiático, que funcionou normalmente, teve influência negativa - no relato de agências internacionais de notícias - a série de ataques terroristas, que matou 20 estrangeiros, na cidade petrolífera de Khobar, no leste da Arábia Saudita, maior produtor de petróleo do mundo. No entanto, as principais Bolsas na Europa fecharam em alta. A Bolsa de Paris subiu 0,48%, enquanto Frankfurt avançou 0,47%.
Bovespa tem pior giro desde julho de 2003
A Bovespa movimentou ontem apenas R$ 368,775 milhões, o menor volume financeiro desde 4 de julho do ano passado (R$ 338,233 milhões). O principal índice da Bolsa paulista teve pequena queda de 0,62%, aos 19.544 pontos. No mês, o Ibovespa acumulou ligeira baixa de 0,3%. Sem a referência de Wall Street, a Bolsa paulista acompanhou a sinalização negativa do mercado asiático, que registrou perdas. No Japão, por exemplo, o índice Nikkei caiu 0,7%. Segundo agências internacionais de notícias, os investidores asiáticos ficaram ''preocupados'' com os atentados no final de semana na Arábia Saudita, maior produtor de petróleo do mundo, e preferiram descontar os preços das ações vislumbrando uma queda no pregão americano hoje, após a volta do feriado. (Agência Folha)





