MERCADO FINANCEIRO
Bovespa sobrevive a dia caótico
O dia ontem foi marcado por intensa volatilidade do mercado, sacudido por recomendações do JP Morgan, divulgação dos estoques de petróleo e gasolina nos Estados Unidos, alerta de ataques terroristas, expectativa com a votação da contribuição dos inativos pelo STF e estréia da Natura na Bovespa. Diante de tantas informações explosivas, o saldo foi bom. Entre a máxima de +1,16% e a mínima de -0,65%, o índice teórico paulista fechou em alta de 1,11% e o volume financeiro cresceu para R$ 1,153 bilhão.
O que mais afetou o humor foi a recomendação do JP Morgan. O banco de investimentos rebaixou a sua exposição às dívidas do Brasil, Turquia e Equador na revisão da sua carteira recomendada de títulos da dívida de mercados emergentes. A iniciativa teve influência direta sobre o risco Brasil, que fechou em alta de 21 pontos, em 720 pontos-base.
Petróleo e gasolina afetaram negócios
Apesar de inconclusivos, os dados sobre estoques de petróleo e gasolina nos Estados Unidos acabaram sendo assimilados. Tanto que, em Nova York, o barril para julho caiu US$ 0,44 (-1,07%), para US$ 40,70. E, em Londres, o Brent para o mesmo mês recuou U$ 0,3 6 (-0,96%), cotado a U$ 37,08. Já os alertas sobre terrorismo prejudicaram a Bolsa de Nova York, sobretudo porque na segunda-feira será feriado nos Estados Unidos (Memorial Day). O secretário americano de Justiça, John Ashcroft, disse que o governo reuniu evidências de que a organização terrorista Al-Qaeda está determinada a lançar um ataque nos EUA nos próximos meses. O índice Dow Jones fechou em queda de 0,08%.
Dólar comercial fecha a R$ 3,16
O fato surpreendentemente positivo foi a estréia da Natura no novo mercado da Bovespa. Mesmo em meio a um dia conturbado, o papel ordinário da empresa disparou 15,62%, para R$ 42,20, com o maior giro financeiro individual da Bolsa, de R$ 159,5 milhões. Os melhores desempenhos do Ibovespa foram registrados por Klabin PN (6,76%), Cemig PN (5,60%), CRT PNA (3,74%) e Telemar NL (3,72%).
O dólar comercial acentuou a volatilidade à tarde, em meio à piora dos títulos da dívida e do risco Brasil. O rebaixamento do JP Morgan após a divulgação de índices mais altos de inflação provocou a virada do dólar, depois de três quedas consecutivas. Há receio de que a subida da inflação doméstica, associada às incertezas externas sobre o juro nos EUA e o preço do petróleo, possa impedir a retomada de cortes da taxa Selic em junho. No fechamento, o ''pronto'' subia 0,67%, a R$ 3,16. (Agência Estado)





