MERCADO FINANCEIRO
Dólar cai mais de 2% em três dias
O dólar viveu ontem o terceiro dia de baixa com a ''desova' de divisas pelos bancos, uma nova queda do preço do petróleo e a repercussão positiva da viagem do governo Lula e de empresas brasileiras à China. Pela primeira vez na semana, a moeda norte-americana fechou abaixo da marca de R$ 3,15 com uma queda de 1,28%, cotada a R$ 3,139, menor cotação em sete dias. Apesar da sequência de baixas, o dólar ainda acumula alta de 7% no mês e de 8% em ano.
Em três dias, o dólar caiu 2,4%. O real se valorizou também devido a notícias ''positivas'' como os negócios fechados na China pela Petrobras e Vale do Rio Doce. Para o analista de câmbio da corretora Liquidez, Mario Paiva, a queda de hoje é pontual, ou seja, não representa uma reversão de tendência de alta. Segundo ele, ainda há incertezas no quadro externo.
Captações de recursos externos favorecem queda
Ontem, a Petrobras assinou acordo para quase triplicar as exportações de petróleo para a China. Já a Vale oficializou acordo com a chinesa Baosteel
para construir uma siderúrgica de US$ 1 bilhão em São Luís (MA). A perspectiva de entrada de recursos captados no exterior por empresas como Gerdau e CSN também favoreceu a queda das cotações. Já o Tesouro Nacional vendeu ontem R$ 2,950 bilhões em títulos públicos pós-fixados com preços melhores. Os bancos adquiriram 1,5 milhão de LFTs (Letras Financeiras do Tesouro) com resgates em agosto de 2005 e maio de 2006.
O risco Brasil, que mede a desconfiança externa no País, atingiu ontem o menor patamar em 20 dias, com queda de 1,55%, aos 697 pontos.
Bovespa fecha em alta pelo terceiro dia
A Bovespa subiu ontem pelo terceiro pregão consecutivo, acompanhando o desempenho positivo das Bolsas americanas, em um dia de queda do preço do petróleo. Os indicadores brasileiros também melhoraram. O principal índice da Bolsa, que reúne as 54 ações mais negociadas do pregão, encerrou em alta de 1,02%, aos 18.859 pontos, o maior nível em 15 dias. Com esse resultado, o Ibovespa acumula alta de 3,1% na semana, mas ainda tem uma perda de 3,8% no mês e de 15,1% no ano. Mas o volume financeiro seguiu fraco, somando R$ 828,357 milhões. Foi o quarto dia consecutivo que a Bolsa não supera R$ 1 bilhão.
O giro fraco reflete a cautela dos investidores, que aguardam ainda esta semana novos indicadores nos EUA e no Brasil para montar novas posições. Esta semana saem a primeira prévia do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), o IPCA-15 de maio, o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre do Brasil, a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a manutenção do juro em 16%, o dado de confiança do consumidor americano em abril e o PPI (Índice de Preços ao Produtor, que mede a inflação no atacado dos EUA) em abril, além da primeira revisão do PIB americano no trimestre. (Agência Folha)





