MERCADO FINANCEIRO
Bovespa aproveita trégua e sobe 2,39%
A Bovespa aproveitou o clima de trégua no mercado internacional e subiu mais de 2%, mas o volume de negócios foi fraco devido à cautela dos investidores com o cenário externo e a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que anuncia hoje sua decisão sobre os juros. A queda do petróleo e a alta das Bolsas internacionais favoreceram os ajustes nos preços das ações.
O principal índice da Bolsa fechou em alta de 2,39%, aos 18.556 pontos. O giro financeiro somou R$ 908,216 milhões, abaixo da média diária do ano (R$ 1,2 bilhão). O Ibovespa acumula perdas de 5,3% no mês e de 16,5% no ano.
As ações de siderurgia e mineração subiram bastante, corrigindo as distorções das últimas semanas quando perderam valor com as preocupações de uma menor demanda da China por aço. As ações ordinárias da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) avançaram 9,01%, para R$ 133 o lote de mil. Já as ações PNA da Vale do Rio Doce, maior produtora de minério de ferro do mundo, dispararam 7,43%, para R$ 124,30.
Preço do petróleo recua e ações da Petrobras sobem
Em Nova York, o barril do petróleo recuou 2,4% ontem, cotado a US$ 40,54. O índice Dow Jones subiu 0,62%, aos 9.968 pontos, enquanto o principal indicador da Bolsa eletrônica Nasdaq valorizou 1,12%, aos 1.897 pontos. As ações preferenciais da Petrobras subiram 0,77%, cotadas a R$ 71,20, e lideraram o volume financeiro (R$ 85,5 milhões ou 10,5% do total). A estatal vai pagar na próxima sexta-feira R$ 5,848 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio para cerca de 350 mil acionistas. Os proventos são referentes ao resultado de 2003. Cada ação tem direito a R$ 2,2773. Sobre esse valor, incidirá ainda a alíquota do imposto de renda.
Dólar tem alta de 0,19% e fecha cotado a R$ 3,131
O dólar subiu só 0,19% e fechou cotado ontem a R$ 3,131. A moeda norte-americana oscilou bastante. Durante a manhã, chegou a cair até 0,90%, na cotação mínima de R$ 3,097 com a trégua no mercado internacional. Mas depois subiu até 0,73%, no período da tarde, com a máxima de R$ 3,148.
A cotação foi pressionada por credores interessados em interferir na formação da Ptax (média oficial das cotações). É essa taxa que será usada hoje no resgate de uma dívida cambial de US$ 2,065 bilhões. Quanto maior a Ptax utilizada para calcular o rendimento dos títulos, maior é o ganho dos credores na hora de trocar seus papéis. (Agência Folha)





