Reação positiva as dados de inflação nos EUA

A divulgação dos dados de inflação ao consumidor norte-americano de abril deu uma trégua ao mercado ontem. Com uma pressão inflacionária um pouco mais fraca que o esperado, o mercado reagiu positivamente: a Bovespa subiu 1,14%, e o dólar caiu 1,34%, para R$ 3,09.

A mudança de clima favoreceu os títulos da dívida de países emergentes. Com isso, o risco-país brasileiro registrou queda de 6,9%, para os 710 pontos. Na segunda-feira, o risco-país atingiu os 808 pontos. Com o petróleo em níveis recordes e a expectativa de que os juros possam subir nos EUA ainda em junho, os investidores têm realocado seus recursos, prejudicando os emergentes.




Pressão sobre câmbio deve continuar

A cotação da moeda americana deve continuar sendo pressionada não só por agentes externos, que vendem sua ações e trocam reais por dólares para enviar divisas de volta aos países de origem. Na próxima quarta-feira, dia 19, uma parcela da dívida cambial de US$ 2,064 bilhões será resgatada integralmente e isso já estaria impedindo quedas mais fortes e até pressionando prováveis novas altas do dólar. Algumas instituições financeiras têm interesse numa formação da taxa de câmbio, Ptax, elevada para elevar seus ganhos no momento da troca. É o indicador da véspera que vale para o pagamento dos títulos. A moeda deve voltar a ser pressionada na segunda, mas, com isso, na terça já há uma grande chance de o mercado exportador entrar vendendo moeda.



Taxas futuras apontam queda dos juros

O Copom se reúne entre terça e quarta para decidir o rumo da taxa básica de juros da economia, que está em 16%. Na BM&F, os contratos de juros apontam expectativa de que a taxa básica cairá 0,25 ponto percentual. Mas, devido principalmente às turbulências do exterior, há quem aposte em manutenção dos juros. O contrato DI (que segue os juros interbancários) com vencimento na virada do mês, que melhor ilustra a expectativa dos investidores para o Copom da semana que vem, oscilou pouco nos últimos dias, mesmo com a alta turbulência recente. Ontem esse contrato fechou com taxa de 15,66% na BM&F.
Nos contratos de prazo mais longos, as taxas caíram, mas ainda apontam a possibilidade de os juros voltarem a ser elevados no último trimestre.
Para a Fenacrefi, que reúne as financeiras e as empresas de crédito, a Selic não será alterada na semana que vem. (Agência Folha)

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