MERCADO FINANCEIRO
Bovespa fecha com alta de 0,42%
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) oscilou bastante ontem, mas fechou o pregão com pequena alta. O mercado se animou com lucros de gigantes como Vale e Petrobras, mas manteve a cautela com o novo recorde do petróleo e a alta da inflação nos EUA. O principal índice da Bolsa subiu 0,42% e somou 18.401 pontos. O pregão foi fraco, girando R$ 1,003 bilhão, abaixo da média do ano (R$ 1,2 bilhão). Ao longo do dia, o Ibovespa teve trajetória errante: subiu 1,60% na máxima e caiu 2,31% na mínima.
As ações da Vale lideraram ganhos, após divulgar lucro de R$ 954 milhões no primeiro trimestre. O papel PNA disparou 6,6%, seguido pela ON (+6,3%). O balanço da mineradora agradou analistas, que destacaram a redução dos custos financeiros no período. Já a ação PN da Petrobras avançou 1,4%, após anunciar lucro trimestral de R$ 3,9 bilhões. Ontem o preço do barril de petróleo bateu novo recorde, fechando acima de US$ 41. Os papéis PN da Embraer subiram 3,9%, na véspera do anúncio do balanço. O mercado espera aumento do lucro pela fabricante de jatos.
Inflação americana volta a preocupar
No cenário externo, a preocupação com a inflação americana cresceu, após sair o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês), que subiu 0,7% em abril, acima da previsão do mercado (0,2%). O dado fortalece aposta de juro maior em junho, o que tende a prejudicar o fluxo de capitais para mercados emergentes.
Internamente, saiu a pesquisa CNT/Sensus, que indicou estabilidade na popularidade do governo Lula, apesar do ''abril vermelho'' (críticas ao novo salário mínimo, desemprego recorde e invasões de terra).
Risco-país cai e fecha em 763 pontos
Após um dia de trégua nos principais mercados, os títulos dos países emergentes corrigiram parte da alta registrada nas últimas semanas. O risco médio, calculado pelo índice Embi Plus do banco JP Morgan, encerrou o dia de ontem quase estável, em queda de 1,11% para os 535 pontos, contra os 541 de ontem. Na prática, isso significa que, em média, os títulos das dívidas de países emergentes recuperaram 0,06 ponto em relação aos títulos da dívida americana, os treasuries, considerados de risco zero. A avaliação de risco de alguns países - 6, dos 19 que compõem o indicador -, no entanto, piorou.
A da Argentina, primeira colocada, foi uma das que pioraram, quatro pontos básicos, para 4.823. O Equador, em seguida no ranking, teve a mais significativa melhora: caiu 49 pontos, para 923. O do Brasil recuou 1,8%, para 763 pontos, ainda na terceira colocação. Em seguida vem Venezuela (717) e depois, Nigéria (629). (Agência Folha)





