MERCADO FINANCEIRO
Dólar começa semana praticamente estável
O dólar fechou praticamente estável ontem, cotado a R$ 2,907, uma leve variação negativa de 0,06%. Em uma semana encurtada pelo feriado de Tiradentes, na quarta-feira, o mercado aguarda dados da inflação, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), a definição do novo valor do salário mínimo e novas pistas do Banco Central dos EUA sobre o rumo do juro. Hoaje e amanhã, o presidente do Fed (Federal Reserve), Alan Greenspan, fará pronunciamentos no Congresso. Os investidores vão parar para ouvir sua avaliação sobre os riscos que rondam o processo de retomada da maior economia do mundo. A fala de Greenspan deve ditar o novo patamar das taxas dos títulos do Tesouro americano, que dispararam neste mês.
Na semana passada, o mercado global foi sacudido pelas preocupações com a inflação nos EUA e a perspectiva de uma alta do juro antes do previsto, o que tende a provocar saída de recursos de países emergentes. Em consequência desse temor, os títulos do Brasil foram rebaixados pelos bancos americanos JP Morgan e Citigroup, causando oscilações bruscas nos preços, como a disparada do risco-país e o tombo da Bovespa.
Na próxima quinta-feira, os economistas vão analisar a ata do Copom, que traz as justificativas do BC para o segundo corte simbólico da taxa Selic. Na quarta-feira passada, o juro caiu apenas 0,25 ponto percentual, para 16% ao ano, decepcionando alguns empresários e sindicalistas, que esperavam uma redução maior. Nesta semana, o Planalto deve chegar a um acordo para o novo salário mínimo que começa a vigorar em maio. Economistas de bancos estrangeiros estão atentos a essa discussão, pois querem avaliar o impacto do reajuste nas contas públicas, principalmente na Previdência, com o pagamento das aposentadorias.
Bovespa fecha em queda; Eletrobrás cai 3%
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou a semana em queda, pressionada pelo tombo das ações do setor de energia, após a confirmação da saída do presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, que será substituído por um nome indicado pelo PMDB, em troca do apoio ao governo Lula.
O principal índice da Bolsa paulista - o Ibovespa - encerrou em baixa de 0,65%, aos 21.626 pontos. O volume financeiro ficou acima da média, totalizando R$ 1,763 bilhão. O giro foi inflado pelo exercício de opções sobre as ações (R$ 708,192 milhões). O IEE (índice que reúne os principais papéis das elétricas) caiu 1,4%. A ação ordinária da Eletrobrás despencou 3,1%. O papel preferencial da Eletropaulo teve a maior queda, de 6,2%.
Na contramão, as ações preferenciais da Cemig encerraram com leve alta de 0,18%, após a empresa anunciar um programa de emissões de até R$ 1,5 bilhão, sendo que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já começou a analisar o pedido de registro de oferta de R$ 400 milhões em debêntures simples. Os papéis do setor siderúrgico voltaram a desabar, na esteira das preocupações do mercado com a queda nas importações chinesas de aço. A ação ordinária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) caiu 3,08%. Já o papel PNA da Usiminas recuou 3,05%. A ação PN da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) perdeu 3,1%.





