MERCADO FINANCEIRO
Minoria chegou a apostar em corte de 0,50 na Selic
O mercado de juros encerrou o pregão do dia em que o Copom decidiria o rumo da taxa Selic arriscando apostas um pouco mais otimistas. A maioria continuou ontem posicionado a favor de um corte de apenas 0,25 ponto porcentual no juro como realmente aconteceu. Mas uma parte dos profissionais fez uma fezinha em uma redução mais ousada, de 0,5 ponto porcentual, buscando algum prêmio para a hipótese de que o Copom surpreendesse.
Ontem, com o resultado abaixo das expectativas do IPC da Fipe referente à primeira quadrissemana de abril (0,06%), o mercado encontrou espaço para arriscar na aposta de corte de 0,5 ponto. E a possibilidade de o Copom não cortar o juro aventada por 3 economistas dos 41 ouvidos pela Agência Estado perdeu força. Afinal, a alta do núcleo do IPCA de março é considerada pontual por boa parte dos analistas.
Pressionado, Ibovespa fecha em queda
O vencimento de opções sobre índice futuro na Bovespa, associado ao vencimento do contrato de índice futuro na BM&F, engordou o volume financeiro à vista da Bolsa paulista para R$ 2,104 bilhões. Pressionado pelos Treasuries, o Ibovespa fechou em queda de 1,36%. Em Nova York, o índice Dow Jones recuou 0,03% e a Nasdaq perdeu 0,26%. A inflação nos Estados Unidos reforçou a expectativa de que a taxa dos Fed Funds será elevada no início do segundo semestre. O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,5% em março, acima da alta de 0,3% verificada em fevereiro e da previsão dos economistas, de 0,3%. Além disso, o núcleo do CPI avançou 0,4%, maior alta desde novembro de 2001.
Aumento da inflação americana inquieta mercado
O dólar comercial ampliou a queda à tarde após a formação da ptax (taxa média). Tesourarias de bancos que deram sustentação à alta dos preços pela manhã, segundo operadores, teriam devolvido parte das compras dada a avaliação de que o cenário favorável não justifica o carregamento dessas posições. O ''pronto'', que chegou a recuar 0,03% ainda na primeira parte dos negócios, fechou em baixa de 0,17%, a R$ 2,888. A máxima registrada pela manhã foi de R$ 2,899 (+0,21%) e a mínima, à tarde, de R$ 2,887 (-0,21 %).
O aumento da inflação nos Estados Unidos reforçou o sentimento no mercado de que o juro nos EUA pode subir entre junho e agosto. O dado provocou aceleração do juro das Treasuries, queda dos principais títulos da dívida brasileira, aumento do risco Brasil e a ligeira alta dos juros futuros na BM&F. O dólar reagiu a princípio em alta, que acabou sendo neutralizada também pela volta dos exportadores ao mercado. (Agência Estado)





