MERCADO FINANCEIRO
Temor de alta do juros nos EUA faz Bolsa cair
Na véspera do anúncio da decisão do Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central (BC) sobre a taxa básica de juros - a Selic -, o dólar fechou em alta de 0,38%, cotado a R$ 2,893, refletindo a tradicional pressão para a formação da ptax (média oficial da moeda apurada pelo Banco Central), às vésperas do vencimento de dívida cambial, e a preocupação com uma elevação do juro nos EUA antes do previsto.
Os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) foram influenciados pelo mau desempenho do mercado norte-americano. O temor de alta dos juros nos Estados Unidos derrubou o mercado acionário do país. No Brasil, a Bovespa, após chegar a subir pela manhã (0,94%), encerrou o dia ontem com perdas de 0,70%. Após a divulgação dos dados de vendas do varejo nos EUA em março, que ficaram acima do esperado, o mercado encontrou mais argumentos para aumentar as apostas de que o Fed (banco central dos EUA) pode elevar os juros do país (hoje em 1%) antes do esperado. Em Nova York, o Dow Jones fechou com baixa de 1,28%. A Nasdaq (bolsa eletrônica de ações de empresas de alta tecnologia) recuou 1,71%. Em tese, juros maiores são ruins para o mercado de renda variável, como as Bolsas. Para os emergentes, alta dos juros nos EUA pode ser ruim por tornar os títulos norte-americanos mais atrativos - o que poderia resultar em migração de investidores de mercados emergentes para os EUA. Os C-Bonds, títulos da dívida brasileira, encerraram o dia com baixa de 0,58%, aos US$ 0,9613.
Ajustes nos contratos foram pequenos na BM&F
No início da noite de hoje, será divulgada a decisão do Copom sobre a taxa básica de juros para os próximos 30 dias. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os ajustes nos contratos DI (que seguem os juros praticados entre os bancos) foram pequenos. Pelo que projeta o DI de prazo mais curto, a taxa básica deve ser reduzida hoje de 16,25% para 16%. No mercado, analistas diziam nos últimos dias que surpresa seria o Banco Central manter os juros inalterados. Ontem, o DI de vencimento em maio fechou com taxa de 15,84%, ante 15,87% do dia anterior.
Expectativa de empréstimo faz ação da Cesp subir
A ação preferencial da Cesp esteve por mais um pregão entre as maiores altas. A valorização de 2,5% da ação ontem foi motivada pela expectativa de que a empresa consiga um empréstimo de R$ 1,3 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ontem, o banco prorrogou por 30 dias o pagamento de uma parcela da dívida da geradora. (Agência Folha)





