Dólar comercial fecha em queda de 0,10%

O dólar começou a semana perto da estabilidade, enquanto investidores aguardam um novo corte da taxa básica de juro e uma venda de bônus pelo Tesouro Nacional no exterior. A moeda dos EUA fechou ontem em ligeira queda de 0,10%, cotada a R$ 2,882. Amanhã, o Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia sua decisão sobre a taxa básica de juro - atualmente em 16,25% ao ano. Os economistas esperam um novo corte. O consenso é de uma redução de 0,25 ponto percentual, mas há uma ala de economistas que aposta em corte de 0,50 ponto percentual. Nos últimos dias, cresceu também a expectativa sobre uma nova captação externa do Brasil - principalmente depois de o diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Alexandre Schwartsman, se encontrar, em Nova York, na semana passada, com grandes investidores e representantes de bancos. O risco Brasil, que baliza o custo dessas operações, recuou ontem 0,55%, aos 542 pontos.




Bovespa começa semana do Copom em alta

As ações brasileiras começaram a semana em pequena alta, animadas pelos setores de petróleo e energia, enquanto os investidores aguardam um novo corte do juro e o início da safra de balanços do primeiro trimestre. O principal índice da Bovespa subiu apenas 0,24%, aos 22.779 pontos, com um volume reduzido de R$ 796,2 milhões e 44,4 mil negócios, reflexo da tradicional cautela do mercado na véspera de decisão sobre a taxa básica de juro.

Em Wall Street, os principais índices tiveram um dia positivo, com a expectativa de anúncio de lucros trimestrais expressivos. Hoje, por exemplo, sai o balanço da gigante Intel. As ações preferenciais da Petrobras lideraram ontem os poucos negócios na Bovespa, movimentando R$ 91,8 milhões (13,2% do total). A alta dos papéis da Petrobras ocorreu em um dia de ganhos para as gigantes do setor com a subida dos preços do petróleo e da gasolina. A ação da Exxon Mobil puxou os ganhos em Nova York.

Em São Paulo, o setor de energia voltou a liderar a tendência positiva da Bolsa, dando continuidade ao bom humor da semana passada, quando o governo autorizou aumentos de tarifas acima da inflação em quatro Estados.
Na lista das maiores valorizações, os destaques foram: Celesc PNB (+7%, a R$ 1,06), Light ON (+6,1%, a R$ 63,90), Cesp PN (+3,9%, a R$ 12,19) e Eletrobrás PNB (+3,1%, a R$ 39,70).



Assinatura básica faz papéis das teles oscilar

A Bovespa chegou a operar em queda, prejudicada pelo tombo das ações das teles. Os papéis sofreram com o debate sobre o fim da assinatura básica de telefone, marcado para a próxima quarta-feira, na Câmara dos Deputados. Se virar lei, esse projeto vai prejudicar as receitas das empresas de telefonia, segundo analistas. A proximidade do vencimento do Ibovespa futuro (próxima quarta) e dos contratos de opções (próxima segunda) também favorece a forte oscilações das teles. O setor possui o maior peso na composição do índice paulista. Já as ações ON da Embratel despencaram 2,8%, a R$ 13,84, na véspera de duas audiências públicas previstas no Senado (hoje e amanhã) para discutir seu processo de venda. Na última quinta, a Justiça de Nova York prorrogou para o dia 27 o prazo para decidir se irá aprovar ou não a sua venda para a mexicana Telmex. Hoje, os investidores também acompanham o início da temporada de divulgação de balanços do primeiro trimestre. A Aracruz Celulose e Papel inaugura a safra na Bovespa.

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