Dólar encerra em alta, mas abaixo de R$ 2,90

O dólar comercial terminou a semana em alta, mas conseguiu se manter abaixo dos R$ 2,90 pelo sétimo dia consecutivo. A moeda americana subiu 0,45% ontem, cotada a R$ 2,885. No acumulado da semana, o dólar recuou 0,37%. A ligeira alta de ontem, segundo analistas, foi puxada por pequenos movimentos de ''hedge'' (proteção) por parte dos bancos que sempre buscam um reforço de caixa às vésperas de feriado. O mercado também começa a consolidar as apostas para a decisão da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que acontece na próxima semana. A previsão é de redução na taxa, já que os índices de inflação estão apontando desaceleração nos preços.



Bolsa cai 0,98% em semana de mau humor

Em semana marcada pela divulgação de vários índices de inflação, os juros futuros fecharam em alta, e a Bovespa acumulou perdas de 0,98%. O resultado do IPCA, divulgado quarta-feira, estragou o humor do mercado, que já começava a apostar mais firmemente na possibilidade de a taxa básica (Selic, hoje em 16,25%) ser reduzida em 0,50 ponto percentual na próxima semana. No pregão de ontem da BM&F, o contrato DI (juro interbancário) de prazo mais curto fechou com taxa de 15,87%. Na terça, esse contrato registrou taxa de 15,79%. O setor de energia elétrica impulsionou a Bolsa de Valores de São Paulo. A Bolsa paulista encerrou o pregão de ontem com ganho de 1,25%. O IEE - índice formado pela principais ações do setor elétrico - teve valorização de 3,4%.

A elevação do valor dos papéis de empresas de energia elétrica foi motivada pelos reajustes de tarifas em quatro Estados brasileiros. As quatro maiores valorizações do pregão ficaram com o setor. O papel preferencial da Cemig registrou alta de 8,82% e o terceiro maior volume negociado no pregão. Em seguida, vieram Eletrobrás ON (6,6%) e Cemig ON (6,2%). O papel com direito a voto (ON) da Embratel voltou a ser destaque na semana. A valorização de 12,03% acumulada por Embratel Participações ON foi a maior da Bolsa no período. Quem mais perdeu na semana foi a ação PNA da Usiminas, que registrou queda de 7,73%.



Apostas concentradas em corte da Selic

O mercado de juros encerra a semana com as apostas mais concentradas na idéia de um corte de 0,25 ponto porcentual na taxa Selic. Se na quarta-feira os núcleos do IPCA de março enfraqueceram muito a possibilidade de o Copom reduzir o juro em 0,5 ponto porcentual, o resultado da produção industrial também alimentou as esperanças de que a queda não seja interrompida novamente. Ontem, antes dos números do IBGE, a expectativa do mercado se dividia em 80% para um corte de 0,25 ponto; 10% para estabilidade; e 10% para um corte de 0,5 ponto. Na BM&F, os DIs encerraram o dia com as seguintes taxas: DI de janeiro, 15,33% (ante 15,23% de ontem); DI de julho, 15,66% (15,65%); DI de maio, 15,88% (15,85%). (Das agências)

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