MERCADO FINANCEIRO
Expectativa com o IPCA
A primeira prévia do IGP-M de abril veio acima do previsto pelos analistas, mas nem por isso provocou nervosismo no mercado. A taxa ficou em 0,52%, enquanto as projeções variavam entre 0,30% e 0,45%. Mas o IPC, que mede a inflação ao consumidor, registrou uma variação baixa: 0,12%. O IPA subiu 0,68% e o INCC, 0,52%. Após a divulgação do IGP-M, ontem, os contratos que estavam em negociação apontaram alta das taxas. O DI de janeiro/2005, que fechou o pregão viva-voz com taxa de 15,11% (praticamente estável em relação ao fechamento de segunda-feira, que foi de 15,10%), subiu a 15,18%. Mas recuou, logo em seguida, a 15,12%, provavelmente quando o índice aberto foi avaliado. O mesmo comportamento foi exibido pelo DI abril/2005, que fechou o pregão viva-voz em 15,16% (contra 15,15% de ontem) e chegou à máxima de 15,20% para depois recuar a 15,17%.
Ibovespa fecha em queda, mas acumula ganho
Depois de cinco pregões consecutivos em alta, o Ibovespa realizou lucros ontem, acompanhando as bolsas européias e norte-americanas. O índice teórico paulista fechou em queda de 0,32% e o volume financeiro somou R$ 979 milhões. No mês, ainda acumula ganho de 4,20%. A senha para as vendas foi dada pela Nokia. A companhia finlandesa fabricante de celulares disse que suas vendas no primeiro trimestre devem ter caído 2%, contrariando previsão anterior de crescimento de 3% a 7%. O alerta repercutiu no setor de tecnologia no mundo inteiro. A bolsa de Londres fechou em baixa de 0,18%, a de Paris recuou 0,93% e a de Frankfurt perdeu 0,64%. Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,12% e a Nasdaq recuou 0,92%. O contraponto positivo do dia ficou por conta da forte redução do risco Brasil. Há forte expectativa de que a viagem do diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Alexandre Schwartsman, esteja relacionada a uma iminente captação soberana externa. Sobre o Copom, investidores em ações seguiram o conselho do diretor do BC e vão aguardar a divulgação do IPCA de março, hoje, para checar se houve contaminação dos preços do atacado nos índices ao consumidor. Mas grande parte dos operadores aposta que a Selic voltará a cair, pelo menos 0,25 ponto.
Rumores no mercado cambial
A recuperação dos títulos da dívida externa e do risco País aumentou a expectativa no mercado cambial sobre novas captações externas privadas e pelo governo brasileiro. A previsão de desembolso neste mês pelo Tesouro Nacional de uma parcela de cerca de US$ 5,1 bilhões entre principal e juros da dívida externa e o encontro ontem de Schwartsman com analistas de Wall Street deram fôlego aos rumores. Comenta-se nas mesas que o governo poderia aproveitar o momento e se antecipar a um aumento esperado da taxa de juro norte-americana para fazer uma nova emissão soberana. Essa percepção poderia ter favorecido um recuo forte do dólar, não fosse o nível de preço atual, já considerado ''baixo''. O dólar comercial oscilou 0,24% no dia e encerrou em estabilidade, cotado a R$ 2,876. O giro financeiro total à vista diminuiu 28,4%, para cerca de US$ 1,096 bilhão. (Agência Estado)





