Mercado de trabalho norte-americano influi na Bovespa

Os dados sobre o mercado de trabalho norte-americano deixaram a Bovespa numa encruzilhada, pois houve razões tanto para subir como para cair. Mas o índice teórico acabou ontem sucumbindo à vitalidade de Wall Street e encerrou o pregão em alta de 1,33%, com volume de R$ 1,487 bilhão.
O número de vagas de trabalho criadas nos EUA em março cresceu 308 mil, a maior expansão desde abril de 2000. Isso significa que a maior economia do mundo está se aquecendo num bom ritmo, uma vez que emprego é o último indicador a reagir em cenários de recuperação. As bolsas americanas e européias subiram forte.

De um lado, a recuperação da economia americana é boa notícia para as Bolsas do mundo inteiro. De outro, sinaliza que o Federal Reserve poderá decidir por um aumento dos juros ainda este ano, talvez em agosto. Esta concorrência é péssima para os títulos da dívida externa brasileira, consequentemente para o risco País, e torna menos provável uma captação soberana este mês.



Taxas encerram dia precificando corte na Selic

O mercado de juros passou ileso a toda movimentação do dia. Nem os dados sobre o mercado de trabalho norte-americano que de tão positivos aumentam as chances de uma elevação do juro daquele país e a consequente alta dos juros dos Treasuries abalaram os DIs de curto e médio prazos. As taxas encerraram o dia no mesmo nível do fechamento de ontem, ''precificando'' um corte mais perto de 0,5 ponto porcentual na Selic na próxima reunião do Copom.

Esses números do mercado de trabalho nos EUA, segundo operadores, tornam maiores as chances de que o Fed eleve o juro norte-americano. ''Não é algo decisivo, mas certamente houve uma mudança de fatores'', afirma um operador.



Fatores externos fazem dólar subir

A alta do dólar deveu-se muito mais a fatores externos do que ao quadro doméstico. A moeda norte-americana encerrou o dia em alta de 0,17%, cotada a R$ 2,895. Lá fora, o forte crescimento da oferta de empregos nos EUA levou os analistas a acreditarem que o reaquecimento da economia norte-americana poderá provocar uma alta dos juros naquele país. E juros mais altos nos EUA, teoricamente, significam menos dólares para o Brasil.

O dólar abriu em baixa no período da manhã, refletindo a maior oferta de moeda no mercado cambial. Depois, com os dados do emprego nos EUA, o dólar passou a operar em alta e bateu a cotação máxima do dia em R$ 2,90 (+0,35%). ''Não foi uma alta vigorosa nem se sustentou por muito tempo'', comentou um operador. (Agência Estado)

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