Queda do risco País reforça torcida por novas captações

O mercado cambial registrou fraca volatilidade e baixo volume de negócios ontem. O dólar comercial oscilou 0,31% no dia e fechou em queda de 0,21%, cotado a R$ 2,902. O giro financeiro total à vista diminuiu 45%, para cerca de US$ 1,155 bilhão. Neste mês, a moeda americana acumula ante o real queda de 0,14% e, no ano, de 0,03%.

O recuo do risco Brasil e a alta dos títulos da dívida e da Bolsa paulista ajudaram a manter a calmaria no câmbio. A queda de mais de 20 pontos do risco País durante a tarde, para a faixa de 520 pontos-base, reforçou a torcida pela aceleração desse ritmo descendente.

A saída de US$ 730 milhões do País nos dez primeiros dias úteis deste mês, segundo um operador, ainda pode ser neutralizada por um forte resultado da balança comercial (o embarque de exportações de soja deve intensificar-se no fim do mês) e a retomada do crescimento, que ainda é fraco.




Wall Street volta a dar as cartas no mercado acionário

Wall Street voltou a dar as cartas no mercado acionário paulista. Os índices em Nova York tiveram oscilação estreita, em dia de vencimento quádruplo de futuros, à espera de fatos concretos sobre o embate entre tropas paquistanesas e supostos integrantes da Al-Qaeda.

Na próxima semana, a agenda será carregada de temas político-econômicos. O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, deve participar de audiência pública na CAE do Senado na terça-feira. Na quinta, será a vez de o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, falar à mesma comissão. O fato deve merecer atenção dos analistas, sobretudo porque o Copom divulga sua ata justamente na quinta-feira.





Mercado de juros termina semana tranquilo

O mercado de juros encerrou a semana tranquilo, depois da surpresinha do Copom na reunião de quarta-feira. Apesar das críticas à falta de sinalização do BC sobre o corte na taxa Selic, as taxas futuras seguiram em queda. E, na opinião dos profissionais, não deve haver muita oscilação no curto prazo. Até as taxas mais longas recuaram ontem, indicando que o desenho da curva pode voltar a ser declinante, como estava antes da reunião do Copom.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, falou a empresários em Santa Catarina, mas não foi muito pródigo em sinalizações ou justificativas sobre a decisão do Copom. Apenas reafirmou que o BC continuará trabalhando no sentido de alcançar o centro da meta inflacionária, que é de 5,5%, de forma que a economia cresça 3,5% anualizados e encerre o ano com essa taxa, no mínimo. (Agência Estado)

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