IGP-DI vem forte e sepulta chance de queda da Selic



O IGP-DI de fevereiro surpreendeu e provocou uma reação negativa em todo o mercado financeiro. Talvez surpresa não seja a expressão mais correta, já que a reação ao resultado começou cerca de 15 minutos antes da divulgação oficial pela FGV. A taxa subiu 1,08%, bem acima do que previam os economistas, que falavam em uma alta entre 0,60% e 0,80%. E também acima do resultado de janeiro, que havia sido de 0,80%.

Em reação ao número, o mercado piorou significativamente - vale observar que a piora se deu antes da divulgação oficial. O DI de janeiro, o mais líquido, que estava perto de 15,40%, chegou a 15,51% com o IGP-DI. A bolsa de valores também acentuou a queda e fechou o dia com desvalorização de 1,38%, mas chegou a cair mais de 2%.

O resultado do IGP-DI levou o mercado a corrigir o otimismo e, na opinião de alguns operadores, um certo exagero que foram embutidos ontem nos contratos. O número reforçou a idéia de que o Copom deverá manter-se conservador e não cortará o juro em março. Basta lembrar que, na última ata, o comitê destacou a preocupação com os preços no atacado e o risco dessa pressão ser propagada para os IPCs. ''Claro que há o fato de a renda limitar esse repasse, mas a ata indicou que o Copom não quer correr esse risco'', observa um operador.




Desempenho negativo em Nova York leva Ibovespa fechar em queda



Os índices de inflação acima das expectativas e o desempenho negativo das Bolsas em Nova York levaram o Ibovespa fechar em queda de 1,39%, com volume financeiro enfraquecido, de R$ 1,038 bilhão.

Nova York contribuiu para o tom negativo do dia. A princípio, a onda de vendas em Wall Street atingiu apenas o setor de telecomunicações, que não vem apresentando notícias positivas nas últimas semanas. Mas logo os investidores passaram também a vender as blue chips da Nyse.




IGP-DI justifica reviravolta dos mercados



O dólar comercial teve movimentos opostos ontem: recuou até R$ 2,866 (-0,35%) pela manhã e subiu até R$ 2,883 (+0,24%) perto do encerramento dos negócios. O aumento do IGP-DI justificou a reviravolta dos mercados à tarde.
Depois do avanço do IPC-S, o IGP-DI de fevereiro sepultou qualquer esperança sobre eventual retomada de queda neste mês da taxa Selic, interrompida em dezembro. Hoje serão divulgadas as primeiras prévias de inflação para março do IPC-Fipe e IGP-M/FGV e na quinta saem o IPCA e o INPC de fevereiro, mas os operadores já estão dando como certa a manutenção da Selic este mês, em 16,5% ao ano.(Agência Estado)

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