MERCADO FINANCEIRO
Otimismo com perspectiva para fim da CPI
Os dados sobre o mercado de trabalho norte-americano e a absoluta falta de chance de a CPI dos Bingos vingar levaram o Ibovespa a fechar ontem em alta de 2,14%, com volume financeiro de R$ 1,232 bilhão. O índice futuro para abril subiu 2,67%, para 23.110 pontos.
O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos informou na manhã de ontem que a taxa de desemprego em fevereiro no país ficou em 5,6%, ante previsão de 5,7%. Mais importante, no entanto, foi a criação de postos de trabalho: apenas 21 mil, muito abaixo das estimativas de surgimento de 130 mil empregos.
Quanto ao risco político, foi lido no plenário do Senado o requerimento de criação da CPI destinada a investigar o funcionamento dos bingos, apresentado pelo senador Magno Malta (PL-ES). No entanto, a base aliada já fechou questão e não indicará seus representantes. O presidente do Senado, José Sarney, lavou as mãos e disse que respeitará a decisão das lideranças da base. Isso, na prática, inviabiliza a instalação da comissão.
Sem novas denúncias, mercado encerra semana aliviado
O mercado encerrou a semana bastante aliviado. O temor sobre edições extra de revistas semanais contendo mais denúncias contra o governo não se concretizou nem houve qualquer evolução em relação a CPIs. Além disso, os números sobre o mercado de trabalho norte-americano tornaram mais remotas as chances de uma alta do juro dos EUA no curto prazo. Assim, os DIs futuros devolveram boa parte da alta da semana.
A constatação de que o Fed terá mesmo de manter as taxas de juro do país nos atuais níveis é uma boa notícia para os mercados emergentes, que sempre temem perder parte do fluxo de recursos externos caso o EUA decida elevar o juro. Como os números vêm na direção contrária, os mercados domésticos comemoraram. A boa notícia no mercado externo chegou em um dia sem movimentações em Brasília, sem novidades no campo político.
Investidores vendem dólares
O resultado do emprego nos Estados Unidos e a percepção sobre CPIs encorajaram os investidores a vender dólares. As fortes entradas de recursos pelo câmbio comercial e financeiro ao longo do dia reforçaram a queda das cotações. O dólar comercial encerrou em baixa de 0,73%, cotado a R$ 2,869, menor nível desde 26 de janeiro passado (a R$ 2,8450).
A firme recuperação dos títulos da dívida brasileira, da Bolsa paulista e do risco Brasil, após o anúncio da abertura de apenas 21 mil postos de trabalho nos Estados Unidos, tirou qualquer pressão residual que havia sobre o dólar, afirmaram operadores. (Agência Estado)





