MERCADO FINANCEIRO
Dólar acumula queda de 1,7% na semana
O feriado prolongado de Carnaval parece que foi suficiente para minimizar a crise política provocada por denúncias de corrupção que envolvem pessoas ligadas a integrantes do governo Lula. O dólar carimbou ontem sua quarta queda consecutiva. A moeda fechou a R$ 2,908 - com baixa de 0,91% no dia e desvalorização acumulada de 1,69% na semana. No mês, a moeda teve desvalorização de 0,82% em relação a janeiro. Analistas consideram que o fluxo positivo no câmbio vem sendo sustentado ainda pela ação de exportadores, que entram no mercado para vender dólares e fazer caixa. O resultado da balança comercial, sem dúvida, está ajudando. A balança comercial brasileira acumula no ano, até 22 de fevereiro, superávit de US$ 3 bilhões. O BC espera um saldo positivo de US$ 20 bilhões para o ano. Os analistas avaliam também que o mercado está passando por uma correção, após o nervosismo das duas semanas anteriores por conta de denúncias de corrupção que envolveram o ex-assessor do ministro da Casa Civil, José Dirceu. Na semana passada, por exemplo, a cotação do dólar subiu 1,7%.
Bolsa sobe, apesar das notícias do PIB
O índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) subiu 1,42% ontem e fechou com 21.755 pontos, apesar de dados ruins divulgados sobre a economia brasileira pelo IBGE. No mês, porém, o Ibovespa acumula queda de 0,44% e, no ano, desvalorização de 2,2%. O IBGE divulgou ontem o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve retração de 0,2% em 2003, pior resultado desde 1992 (-0,52%). Dados do IBGE mostraram também que a taxa de desemprego aumentou em janeiro e que a renda do trabalhador diminuiu.
O giro financeiro do mercado acionário paulista somou R$ 994,1 milhões. Até a última sexta-feira, antes do Carnaval, a Bolsa vinha registrando quase todos os dias volume de negócios superior a R$ 1 bilhão. Entres as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores altas no final do dia eram dos papéis preferenciais ''A'' da Braskem (10%) e preferenciais da Acesita (+6,2%). Já as quedas mais significativas ficaram com as ações ordinárias da Tractbel (-1,8%) e preferenciais da Tele Leste Celular (-1,5%).
Risco Brasil e C-Bond
O risco Brasil, que mede a confiança dos estrangeiro no País, subia 2,3% no horário de fechamento da Bovespa, para 578 pontos básicos. A crise política brrasileira, aliás, ajudou a piorar a percepção de risco dos países latinos. A taxa de risco da região subiu 7,3% desde a primeira denúncia envolvendo o ex-assessor do Planalto Waldomiro Diniz, divulgada no último dia 13. Esse percentual corresponde a mais do que o dobro do registrado pelas economias asiáticas, cujo risco subiu 3,3%, e vai na contramão do risco africano, que caiu 1,7%. No mesmo período, a taxa dos europeus avançou 4,3%.
Ontem, no fechamento da Bolsa, o C-Bond, principal título da dívida externa brasileira, era negociado com leve baixa de 0,06%, a 95,937% do seu valor de face.





