Mercado financeiro
Subiu
Banco do Brasil ON
Desceu
Ibovespa
Alta da moeda dos EUA já passa de 2,5% na semana
O dólar subiu 1,00% nesta quinta-feira (9) e atingiu o maior valor em três semanas, cotado a R$ 3,8017 no mercado à vista. A alta ocorreu em meio ao volume de negócios reduzido e foi conduzida por fatores externos e, principalmente, internos. Lá fora, a moeda americana avançou ante moedas emergentes e fortes. Por aqui, a expectativa pelo primeiro debate de presidenciáveis na TV, na noite de ontem, retraiu importante parcela de investidores. Na máxima do dia, o dólar à vista chegou aos R$ 3,8201 (+1,49%). No mercado futuro, o contrato para setembro chegou à máxima de R$ 3,8330 (+1,36%). Com o resultado, o dólar à vista soma alta de 2,53% na semana e de 1,23% no mês.
Balanços piores que esperado puxam retração do Ibovespa
Uma mistura entre a decepção com alguns resultados corporativos e o sentimento de cautela dos investidores em relação ao primeiro debate entre os candidatos à Presidência fez com que o Ibovespa operasse majoritariamente em terreno negativo. O índice à vista encerrou em baixa de 0,48%, aos 78 767,99 pontos, com giro financeiro de R$ 10,13 bilhões. De acordo com especialistas em renda variável, a tensão com as eleições sempre existe, mas os ativos sofreram mais pela queda das ações da Suzano, que veio com prejuízo acima do previsto, e ainda os papeis de Cosan e da Braskem, que também foram influenciados por balanços mais fracos.
Pesquisa eleitoral de corretora também prejudica desempenho
A queda do Índice Bovespa foi limitada pelo desempenho das ações de Banco do Brasil ON (2,97%), por conta de um resultado considerado muito positivo no segundo trimestre, e pela influência praticamente neutra do mercado acionário em Wall Street. Em relatório, Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da corretora Nova Futura, lembra que o Ibovespa abriu o dia em alta, mas, abruptamente, passou a cair. A maior parte das ações recuou, levando o índice à vista a uma queda de mais de 1,0% em poucos minutos. O motivo, aparentemente, estava relacionado ao resultado da pesquisa eleitoral a ser divulgada pela corretora XP nesta sexta-feira (10).
Juros refletem aversão ao risco para países emergentes
Os juros futuros fecharam a sessão regular em alta, que foi mais forte nos contratos de longo prazo, mais sensíveis ao cenário externo e fiscal. A curva refletiu principalmente, a aversão ao risco a moedas de economias emergentes, detonada pela situação na Turquia, que ajudou o dólar no Brasil a retomar o patamar os R$ 3,80. A taxa do DI para janeiro de 2019 fechou em 6,660%, de 6,648% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 7,99% para 8,09%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou a 9,16%, de 9,03%. A taxa do DI para janeiro de 2023 avançou de 10,48% para 10,63%. A taxa do DI para janeiro de 2025 terminou em 11,31%, de 11,15%.





