MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Taxas de juros longos
Desceu
Petrobras
Gatilho maior é queda de commodities no exterior
Sem forças para se sustentar no nível dos 80 mil pontos, o Ibovespa cedeu espaço para um movimento mais intenso de realização de lucros na quarta-feira (8). Na reta final da safra de balanços, o peso das perspectivas positivas com os resultados corporativos foi reduzido para dar espaço às incertezas ligadas à corrida eleitoral. A ação foi descolada dos mercados acionários em Nova York, onde os índices fecharam em torno da estabilidade. Um dos gatilhos para a força na ponta de vendas foi a queda das commodities no mercado internacional, sobretudo do petróleo. O Ibovespa encerrou em queda de 1,49%, aos 79.151,70 pontos, com giro de R$ 10,7 bilhões.
Conjunto de blue chips tem retração em torno de 2%
A Bovespa abriu em alta moderada, enquanto o mercado estava em compasso de espera pela pesquisa eleitoral, mas cedeu diante das perdas acima de 2% do conjunto das blue chips, exceto a Vale. As ações da Petrobras encerraram o pregão em baixa de 2,02% (ON) e 2,75% (PN), enquanto Vale ON caiu 0,66%. No bloco financeiro, Banco do Brasil ON perdeu 2,80%, Bradesco, 2,39%, Itaú Unibanco, 2,34%, e as Units do Santander recuaram 0,78%. A Pesquisa CNT/MDA, feita apenas com eleitores paulistas, mostrou que Jair Bolsonaro (PSL) lidera a disputa pela Presidência no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em segundo lugar, vem o candidato tucano, Geraldo Alckmin.
Dólar fica quase estável para mercado à vista
A cautela com o cenário eleitoral deu o tom do câmbio. O clima de especulação que movimentou os ativos na véspera deu lugar a um ambiente de maior prudência, com investidores aguardando fatos novos. Sem pesquisa eleitoral no curto prazo, as atenções se voltam ao debate entre presidenciáveis na TV, nesta quinta-feira (9). No mercado à vista, o dólar alternou altas e baixas e terminou perto da estabilidade, aos R$ 3,7642 (-0,07%). Os negócios somaram US$ 560,9 milhões, quase a metade de um dia normal. Já no mercado futuro, a divisa para setembro avançava 0,27% às 17h20, aos R$ 3,7725, com US$ 14 bilhões movimentados.
Taxas de juros sobem nos prazos mais longos
O mercado doméstico esteve mais cauteloso, com a bolsa batendo mínimas e o dólar zerando as perdas ante o real. Os juros futuros de longo prazo se firmaram nas máximas e as taxas curtas encerraram estáveis. O cenário externo é mais tranquilo, com exceção dos preços do petróleo. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,645%, de 6,663% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 passou de 7,99% para 8,03%. A do DI para janeiro de 2021 encerrou a 9,03%, de 9,01%. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou na máxima, de 10,48%, de 10,38% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025 fechou na máxima de 11,15%, de 11,03%.





