Moeda norte-americana fecha em R$ 3,7667
Uma onda de boatos sobre a corrida eleitoral provocou uma súbita virada no mercado brasileiro de câmbio na tarde desta terça-feira (7). O dólar, que vinha operando em baixa desde cedo, sob influência do cenário externo, passou a subir ante o real e assim ficou até o final do dia. Especulações em torno de pesquisas eleitorais, supostas delações e até mesmo o debate entre candidatos previsto para esta semana surpreenderam o mercado e o dólar à vista terminou o dia em alta de 0,89%, aos R$ 3,7667. Na máxima intraday, registrada já nos minutos finais de negociação, a cotação chegou a R$ 3,7722 (+1,04%).

Candidato tucano no centro dos rumores
Entre os diversos rumores que circularam nas mesas de negociação, a maioria esteve relacionada ao candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin. Um suposto desempenho negativo do tucano na pesquisa CNT/MDA, a ser divulgada nesta quarta-feira (8), foi alvo de especulações, gerando movimento de zeragem de posições no mercado futuro. A pesquisa terá como universo os eleitores do Estado de São Paulo. Em meio à instabilidade, houve espaço também para comentários sobre a possibilidade de homologação de delações premiadas desfavoráveis a Alckmin. Ele é investigado no âmbito da Operação Pedra no Caminho, que mira fraudes em obras do Rodoanel Trecho Norte.

Ibovespa cai quase 1% e volta ao nível dos 80 mil pontos
O principal índice do mercado de ações encerrou a sessão em queda de quase 1%, retornando ao nível dos 80 mil pontos, após uma manhã marcada pelo bom humor com o resultado de balanços locais positivos e em linha com os pares em Nova York. O Ibovespa fechou o pregão em baixa de 0,87%, aos 80.346,52 pontos, mas chegou a descer aos 79.923,07 pontos na mínima intraday. O giro financeiro foi de R$ 11,9 bilhões. Entre as blue chips, as ações da Petrobras caíram -0,39% (ON) e -1,57% (PN). No bloco financeiro, os papéis do Itaú Unibanco PN baixaram 0,60%, Bradesco PN caíram 1,51% e do Banco do Brasil ON perderam 2,13%.

Juros futuros têm alta firme nas máximas
Os juros futuros fecharam a sessão regular em alta firme, a maioria nas máximas, refletindo cautela do investidor com o cenário eleitoral. As taxas vinham oscilando perto da estabilidade, mas pouco depois das 14 horas o mercado doméstico passou por um repentino ajuste, detonado por rumores relacionados à próxima pesquisa de intenção de votos para presidente.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou com taxa de 6,660% (máxima), de 6,12% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 encerrou a 8,03% (máxima), de 7,86% no ajuste da véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 subiu de 8,85% para 9,01% (máxima) e a do DI para janeiro de 2025, de 10,22% para 10,38%. A taxa do DI para janeiro de 2025 terminou em 11,03%, de 10,855%.

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