MERCADO FINANCEIRO
Índice Bovespa volta ao patamar dos 80 mil pontos
Mesmo com a nova rodada de quedas nas bolsas de Nova York, o Índice Bovespa encontrou espaço para avançar moderadamente nesta segunda-feira (30), reconquistando o patamar dos 80 mil pontos. A bolsa chegou a operar em leve baixa pela manhã, mas ganhou fôlego à tarde, apoiado em ações dos setores financeiro e de commodities. Ao final dos negócios, o Ibovespa teve ganho de 0,51%, aos 80.275,59 pontos. Apesar do tom positivo, o volume de negócios foi pouco expressivo, somando R$ 7,4 bilhões. A redução da liquidez foi atribuída em boa parte à cautela do investidor estrangeiro, que aguarda para esta semana as decisões de política monetária do Japão, Reino Unido, Estados Unidos e Brasil. Por outro lado, uma percepção de melhora no quadro eleitoral e a expectativa de balanços positivos na atual safra continuaram a impulsionar alguns dos papéis de maior peso na bolsa.
Bolsa acumula ganho de 10,33% em julho
A um pregão do final de julho, o Ibovespa acumula ganho de 10,33%. Entre as ações do setor financeiro, a maior alta foi das units do Santander, que subiram 2,47%, seguidas por Itaú Unibanco PN, com ganho de 1,45%. Por outro lado, ações ligadas ao consumo doméstico tiveram destaque de baixa, refletindo justamente a questão do crescimento econômico mais lento. O Iconsumo, índice que reúne 54 ações do setor, terminou o dia com baixa de 0,52%, ante valorização de 0,86% do Ifinanceiro, outro índice setorial da B3, com 15 ações de bancos, instituições de previdência e seguros, entre outros. A chegada do Ibovespa aos 80 mil pontos às vésperas do mês de agosto é, segundo alguns profissionais, um possível limitador para o índice. Isso porque, faltando pouco mais de dois meses para o primeiro turno, a eleição presidencial segue como uma incógnita para o investidor. E alguns aspectos da eleição já foram precificados em julho, como a aliança de Geraldo Alckmin com o bloco de partidos do Centrão.
Moeda norte-americana avança 0,33% e fecha em R$ 3,7294
O dólar voltou a subir e fechou em alta de 0,33%, a R$ 3,7294. Os negócios foram influenciados na parte da tarde pela disputa dos agentes para a formação da última Ptax de julho, que será definida na sessão desta terça-feira (31), e vai ser a referência para os contratos cambiais futuros que vencem em 1º de agosto. No mercado doméstico, além da expectativa por novas coligações nas eleições e pela definição dos vices de Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL), um dos principais eventos é a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa nesta terça-feira e termina no dia seguinte. A estabilização do câmbio nas últimas semanas, após a disparada em abril e maio, aliada à fraca atividade econômica e às expectativas de inflações ancoradas devem contribuir para o BC manter os juros.
Viés de alta para os juros futuros de longo prazo
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,625%, de 6,622% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2020 fechou estável em 7,91%. Também ficou estável a taxa do DI para janeiro de 2021, a 8,90%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 10,30%, de 10,28%, e a do DI para janeiro de 2025 passou de 10,87% para 10,90%. A segunda-feira é de alta de juros ao redor do mundo, reflexo da expectativa do mercado pelo resultado das reuniões de política monetária, que começam pelo BoJ (sigla em inglês para Banco do Japão). Parte dos analistas acredita que será anunciado um ajuste na meta para o yield (retorno) do bônus de dez anos. O resultado será conhecido à 0h desta terça-feira. Para o Copom, na quarta-feira, a expectativa majoritária nas mesas e nos Departamentos Econômicos é de manutenção da Selic em 6,50%.





