MERCADO FINANCEIRO
Ordens de venda atingiram as principais blue chips
Depois de ter acumulado alta de 10% em julho e de voltar ao patamar dos 80 mil pontos, o Índice Bovespa cedeu a um movimento de realização de lucros e terminou a quinta-feira (26) em queda de 1,01%, aos 79.405,34 pontos. A escassez de notícias no cenário eleitoral doméstico e o comportamento instável das bolsas de Nova York favoreceram a correção, tida pelos analistas como saudável, considerando as altas recentes. Os negócios somaram R$ 11,6 bilhões. As ordens de venda atingiram as principais blue chips do mercado de ações, à exceção de Vale e Ambev, cujos balanços trimestrais foram bem avaliados. Ambev ON saltou 5,24% após dados que surpreenderam o mercado. Vale ON ganhou 1,99%, reagindo aos resultados do trimestre e ao anúncio de um programa de recompra de ações ordinárias e ADSs no valor de até US$ 1 bilhão.
Maiores quedas foram das ações da Eletrobras
Já os papéis do setor financeiro estiveram entre as quedas mais importantes, no dia em que o Bradesco divulgou resultados que ficaram dentro das estimativas. Entre as ações que compõem o Ibovespa, as maiores quedas foram de Eletrobras ON e PNB, que cederam 5,97% e 5,75%. As quedas foram reflexo do leilão da Cepisa, distribuidora da estatal no Piauí, adquirida pela Equatorial. A Cepisa foi a primeira das seis distribuidoras que a Eletrobras pretende vender. As ações da Equatorial subiram 3,29%. No bloco de ações do setor financeiro, Bradesco ON e PN caíram 3,45% e 2,55%, depois de divulgar os resultados financeiros do segundo trimestre, com revisão de projeções para 2018. O lucro líquido recorrente ficou em R$ 5,161 bilhões, valor próximo dos R$ 5,067 bilhões esperados pelo mercado.
Dólar volta a subir e fecha com valorização de 1,14%
Após cair na quarta-feira (25) para o menor nível em dois meses, o dólar voltou a subir acompanhando o movimento externo da moeda, que ganhou valor ante as principais divisas de países desenvolvidos e emergentes. As mesas de operação seguiram monitorando o cenário político, em dia de anúncio oficial do apoio dos partidos do Centrão ao pré-candidato Geraldo Alckmin, mas o noticiário político não chegou a influenciar os preços. O dólar à vista terminou o dia em alta de 1,14%, a R$ 3,7467, bem perto da máxima da sessão, de R$ 3,7477, batida pouco antes do encerramento dos negócios. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de outras moedas fortes, encerrou com ganho de 0,41%, aos 94,75 pontos. O real, a lira turca e o rand sul-africano foram as divisas entre os emergentes que mais perderam valor ante o dólar.
Juros para contratos longos bateram máxima
Os juros futuros fecharam em direções divergentes a sessão regular desta quinta. As taxas dos contratos longos passaram o dia em alta e bateram máximas durante a tarde, acompanhando o dólar. Os contratos de curto e médio prazos, que encerraram a manhã em alta moderada, tiveram alívio à tarde, passado o leilão de Letras do Tesouro Nacional (LTN), e fecharam com taxas perto da estabilidade, com viés de queda. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 terminou em 6,625%, de 6,627% na quarta no ajuste, e a do DI para janeiro de 2020 encerrou em 7,91%, de 7,93% na quarta no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou estável em 8,94% e a do DI para janeiro de 2023 passou de 10,24% para 10,30%. A taxa do DI para janeiro de 2025 fechou em 10,90%, de 10,83%.





