Índice da Bolsa acumula ganhos de 10,25% em julho
O Índice Bovespa teve novo pregão de alta firme ,nesta quarta-feira (25), refletindo o "risk on" no mercado internacional e as perspectivas positivas no cenário doméstico. Em alta desde o início dos negócios, o Ibovespa fechou com ganho de 1,34%, aos 80.218,04 pontos, maior nível desde 23 de maio. Com esse resultado, o índice passa a acumular ganho de 10,25% em julho. O tom positivo do mercado foi dado desde cedo pelos papéis do setor financeiro, liderados pelas units do Santander Brasil. Os papéis subiram 5,26%, em reação ao balanço do banco, considerado forte por analistas. O lucro líquido no conceito gerencial, que não exclui o ágio de aquisições, foi de R$ 3,025 bilhões no segundo trimestre. Os dados abriram o apetite do investidor por ações de todo o setor. As ações do Bradesco, que divulga seus resultados nesta quinta, subiram 2,46% (ON) e 1,82% (PN).

Acordo entre Trump e UE acelera ganhos nas bolsas de NY
Já o cenário internacional deu contribuição mais firme no final dos negócios, com notícias que antecipavam um possível entendimento entre Estados Unidos e União Europeia para evitar uma guerra comercial. As bolsas de Nova York responderam com forte aceleração de ganhos e o Ibovespa acompanhou esse movimento, alcançando a máxima de 80.436,63 (+1,62%). Ao final do aguardado encontro com o chefe da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que EUA e UE concordaram em zerar tarifas, barreiras e subsídios entre os países. Os mercados acionários já estavam fechados. Com avanço de 7,68%, a ação da rede varejista Pão de Açúcar foi a maior alta entre os papéis da carteira do Ibovespa. O grupo teve lucro líquido consolidado dos acionistas controladores - de R$ 431 milhões, com aumento de 169,9% sobre o mesmo período do ano passado.

Dólar fecha em queda e acumula perdas de 4,42% no mês
O dólar teve novo dia de queda e já acumula perda de 4,42% no mês. Nesta quarta-feira, a moeda recuou mais 1,05% no mercado à vista, encerrando em R$ 3,7045, o menor valor desde 25 de maio, quando estava em R$ 3,66. A moeda foi influenciada principalmente pelo encontro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o chefe da Comissão Europeia. Além do cenário externo, os agentes seguiram monitorando as eleições e aguardam a escolha do vice da chapa de Alckmin e o anúncio oficial do apoio dos partidos do Centrão ao tucano, que deve ocorrer nesta quinta-feira. O dólar chegou a bater em R$ 3,69 na mínima do dia, mas apesar da queda teve dificuldade de se manter abaixo dos R$ 3,70 de forma prolongada ao longo da sessão de hoje. Mesmo assim, em apenas uma semana, a divisa já caiu 14 centavos.

Aumento de otimismo faz juros futuros ampliarem ritmo de baixa
Os juros futuros fecharam em queda firme, amparados na melhora do cenário externo, no recuo firme do dólar para o patamar de R$ 3,70 e na expectativa positiva com a pré-candidatura de Alckmin. As principais taxas, especialmente na ponta curta, ampliaram o ritmo de baixa e bateram mínimas durante a tarde, acompanhando o aumento do otimismo em relação ao fechamento de um acordo entre os Estados Unidos e a Europa em relação às tarifas de importação. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou com taxa de 6,625%, de 6,693% na terça-feira no ajuste, e a do DI para janeiro de 2020 fechou na mínima de 7,93%, de 8,05%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou também na mínima, de 8,94%, de 9,05% na terça no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 caiu de 10,33% para 10,24%. A taxa do DI para janeiro de 2025 terminou em 10,83%, de 10,91%.

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